- A Justiça do Rio retomou o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021.
- Jairinho tentou adiar o julgamento, alegando que não poderia ser defendido após o infarto do advogado Fabiano Lopes.
- A defesa recuou após ser informada de possível transferência de Jairinho de Bangu 8 para Bangu 1, o que aumentaria as restrições ao réu.
- O filho do réu, Luiz Fernando Abdul Figueiredo dos Santos, formado em Direito, assumiu a defesa como advogado principal.
- O início do julgamento teve atraso e houve críticas da magistrada à tentativa de adiamento, destacando que todos seriam reféns do réu.
O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021, começou a ser retomado nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. A sessão foi interrompida por um pedido de adiamento apresentado pela defesa após o advogado Fabiano Lopes sofrer um infarto no fim de semana. A juíza Elizabeth Louro confirmou a necessidade de nova paralisação.
O réu pediu o adiamento alegando dificuldade para ser defendido sem o suporte do advogado que lidera a sua defesa. Em resposta, a Promotoria informou que, em caso de novo julgamento, Jairinho poderia ser transferido de Bangu 8 para Bangu 1, o que motivou a mudança de postura do réu. Jairinho, que já mudou a defesa, teve Luiz Fernando Abdul Figueiredo dos Santos, filho dele, assumindo como advogado principal.
Desdobramentos
O início do julgamento, previsto para as 9h, sofreu atraso devido ao impasse. Por volta de 12h30, o Conselho de Sentença foi sorteado e composto por cinco homens e duas mulheres. A magistrada afirmou que o novo adiamento representaria uma ferramenta de pressão sobre o processo, classificando as tentativas de protelar como uma forma de manter as partes reféns. A sessão seguiu com o andamento do processo, sob o escrutínio de técnicos e investigadores envolvidos no caso.
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