- Jairinho tentou mais uma manobra para adiar o julgamento no II Tribunal do Júri do Rio, ao apresentar justificativas para não ser julgado.
- O réu disse, diante da juíza, que não tinha condições de ser julgado porque o principal advogado teria infartado no sábado, e depois reconstituiu a defesa, incluindo o filho recém-formado em direito.
- O Ministério Público pediu a transferência do réu de Bangu 8 para Bangu 1, presídio de segurança máxima, caso não haja sessão, para dificultar a continuidade do processo.
- A magistrada rejeitou a manobra de protelar e comentou que a sociedade também é refém da espera por um desfecho, dando continuidade ao julgamento.
- O julgamento de Jairinho e de Monique Medeiros, mãe de Henry, deve durar de cinco a sete dias, com vinte e seis testemunhas a serem ouvidas.
O que aconteceu
Na segunda-feira, 25, Jairinho tentou mais uma manobra para adiar o julgamento no II Tribunal do Júri do Rio. Acusado de homicídio qualificado no caso Henry Borel, ele destituíra a defesa e, diante da juíza Elizabeth Machado Louro, afirmou não ter condições de ser julgado por ter seu principal advogado, Fabiano Lopes, supostamente infartado no sábado.
O Ministério Público pediu a transferência dele de Bangu 8 para Bangu 1, presídio de segurança máxima, caso não houvesse sessão. A ação foi apresentada diante da reclamação de que Jairinho tentava postergar o processo, o que a magistrada classificou como refém da sociedade que aguarda um desfecho.
Quem está envolvido e onde
Além de Jairinho, respondendo por homicídio qualificado, também integra o caso Monique Medeiros, mãe de Henry, cuja prisão vinha sendo discutida em relação a relaxamento de prisão. O promotor Fábio Vieira sustentou a transferência para a “casa de cautela” que mais se aproxima do cumprimento de pena, e a eventual decisão sobre Monique depende do desenrolar do caso.
Quando e por quê
O episódio ocorreu na manhã da audiência no Rio de Janeiro. A juíza destacou que as tentativas de protelar envolvem a todos os presentes no processo, não apenas uma das partes, e afirmou que a sociedade também é refém de um desfecho. Jairinho acabou retomando a defesa, com a participação do filho Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, recém-formado em Direito.
Desdobramentos
O julgamento de Jairinho e de Monique Medeiros foi retomado ao início da tarde. A previsão é de que o julgamento dure entre cinco e sete dias. O júri será composto por cinco homens e duas mulheres, com 26 testemunhas a serem ouvidas. As informações indicam que o tema central continua sendo a responsabilização pelo caso que envolveu Henry Borel, morto em 2021.
Referências
As informações são baseadas no andamento do processo relatado pela Justiça do Rio de Janeiro e pela imprensa local sobre os desdobramentos do caso Henry.
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