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Caso Henry: primeiro dia de julgamento encerra sem testemunhas

Primeiro dia do julgamento de Henry Borel termina sem testemunhas, após manobras da defesa de Jairinho; sessão é retomada na terça-feira

Henry ao lado de Monique e Jairinho: ele chegou a dizer à babá que estava sendo maltratado
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  • Primeiro dia do julgamento de Henry Borel, no II Tribunal do Júri do Rio, terminou sem ouvir testemunhas devido a manobras da defesa de Jairinho, com a sessão sendo suspensa para retornar na terça-feira às nove.
  • Estavam previstas quatro testemunhas de acusação: dois delegados, o médico legista e o perito do Ministério Público; estão agendadas para o segundo dia.
  • A defesa apresentou vinte e três requerimentos de nulidade, questionando provas, jurados e a ordem das oitivas; a magistrada indeferiu todos.
  • Jairinho decidiu constituir novamente a defesa, com o filho, recém-formado em direito, entre os integrantes; o principal advogado sofreu um infarto no sábado.
  • Monique Medeiros, mãe de Henry, também é ré na ação, respondendo por homicídio qualificado e omissão; julgamento deve durar pelo menos uma semana e imagens no plenário estão proibidas.

O primeiro dia de julgamento do caso Henry Borel terminou sem ouvir testemunhas, após manobras da defesa de Jairinho atrasarem o andamento do processo no II Tribunal do Júri do Rio. A sessão começou nesta segunda-feira, 25, com a expectativa de oitiva de quatro testemunhas de acusação.

Entre os convidados esperados estavam os delegados Ana Carolina Lemos e Edson Henrique Damasceno, o médico legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito do Ministério Público Luiz Carlos Leal Prestes. A sessão foi suspensa por volta das 17h e retornará na terça, às 9h.

Na manhã, Jairinho reconsiderou a decisão de desconstituir a defesa, após o MP solicitar a transferência dele de Bangu 8 para Bangu 1, caso a sessão fosse adiada. A defesa, porém, protocolou 23 requerimentos de nulidade, que foram indeferidos pela magistrada.

A juíza encerrou a sessão sem as testemunhas, alegando que parte das manifestações já havia sido apreciada em instâncias superiores e que alguns questionamentos eram considerados irrealizáveis. Também negou a alegação de que dois jurados seriam servidores municipais. Os advogados afirmam que não há intenção de protelar.

Reviravolta

No início da tarde, a juíza discutia a decisão de adiar o julgamento quando a defesa interrompeu o andamento. Em seguida, Jairinho decidiu recompor a banca, incluindo seu filho Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, recém-formado em direito, como um dos integrantes.

Monique Medeiros, mãe de Henry, também responde ao processo por homicídio qualificado e omissão. O julgamento, que deveria ter começado no dia 23 de março, teve novo adiamento após a retirada dos advogados do plenário. O promotor Fábio Vieira criticou os requerimentos de nulidade.

Foi determinado o isolamento de imagens dentro do plenário por ordem da defesa. A previsão é de que o julgamento dure pelo menos uma semana.

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