- A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) protocolou o Projeto de Lei 2.581/2026 para barrar devedores de pensão em estádios e eventos esportivos.
- O texto altera o Código de Processo Civil e a Lei Geral do Esporte para permitir a proibição temporária de acesso a arenas em casos de inadimplência.
- Administradores de estádios e organizadores de eventos devem adotar mecanismos de controle e identificação; onde não houver biometria, a fiscalização pode ocorrer por conferência manual de identidade.
- A proposta relaciona-se a objetivos pedagógicos e simbólicos, buscando ampliar os instrumentos de cumprimento da pensão e reduzir desigualdades de gênero.
- A ideia é inspirada em medida similar na Argentina e visa proteger crianças e adolescentes, complementando outras medidas legais já existentes.
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) protocolou nesta segunda-feira (25) o Projeto de Lei 2581/2026, que autoriza a restrição judicial de acesso a estádios e eventos esportivos para devedores de pensão alimentícia. A proposta tramita no Congresso e altera o Código de Processo Civil e a Lei Geral do Esporte. A ideia é usar a medida como instrumento coercitivo para o cumprimento de obrigações alimentares.
Segundo o texto, juízes poderão determinar, de forma temporária, a proibição de entrada em arenas e competições em casos de inadimplência. O PL também obriga administradores de estádios e organizadores a adotarem mecanismos de controle e identificação para cumprir as decisões judiciais, com possibilidade de conferência manual em locais sem sistemas biométricos.
A iniciativa cita inspiração em medida semelhante adotada na Argentina, onde o governo da província de Buenos Aires firmou acordo com o Ministério da Segurança Nacional para impedir a entrada de inadimplentes em estádios. A proposta brasileira dialoga com experiências internacionais de endurecimento contra devedores de pensão.
Em entrevista exclusiva, Sâmia ressaltou que a medida possui caráter pedagógico e simbólico, destacando que o não pagamento de pensão não é problema privado. Ela afirma que crianças e adolescentes ficam sem direitos básicos enquanto mães arcam sozinhas com o sustento.
A deputada argumenta que, diante da crescente inadimplência, os mecanismos atuais são insuficientes para assegurar o cumprimento da obrigação, ampliando desigualdades de gênero. O projeto reforça a proteção integral de crianças e adolescentes ao ampliar instrumentos de efetividade das decisões judiciais.
O texto, caso avance, poderá conviver com outras medidas previstas na legislação, como penhora de bens ou prisão civil do devedor. A presidente do PSL-SP afirma que a proposta busca ampliar as ferramentas disponíveis para responsabilizar quem não cumpre a obrigação alimentar.
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