- A Confederação 9 de julho foi criada por um advogado de Taubaté e um engenheiro de Araçatuba para atuar como contraponto à esquerda, com foco em descentralização e direito irrestrito à legítima defesa.
- O movimento busca se espalhar pelo país a partir de São Paulo, sem sede fixa nem presidente único, inspirado em modelos da Argentina e em datas de resistência estadual.
- A base doutrinária é a economia da escola austríaca, defendendo menor intervenção do Estado na economia e rejeitando política monetária; o grupo reúne clubes de tiro, institutos e intelectuais da direita.
- A estrutura é confederada, com associações regionais, mensalidade simbólica e events em clubes de tiro; planos eleitorais para 2026 são de não lançar candidatos próprios, com foco em 2028 e 2030.
- Em termos políticos, os fundadores apoiam, como pessoa física, Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência, e cogitam formar um partido similar ao La Libertad Avanza no Brasil no futuro.
Um grupo de ativistas do interior de São Paulo criou, em março de 2025, a Confederação 9 de julho, estrutura descentralizada com ambição nacional. O objetivo é oferecer um contraponto à esquerda, sem sede fixa e sem liderança única, ampliando a atuação a partir de São Paulo.
Os fundadores são o advogado Rodrigo Duque, de Taubaté, e o engenheiro Rodrigo Andolfato, de Araçatuba. A ideia é unir clubes de tiro, institutos da escola austríaca e intelectuais de direita em uma pauta de menor intervenção estatal, liberdade econômica e direito irrestrito à legítima defesa.
Referência histórica e símbolos
A data escolhida presta homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, símbolo de resistência ao poder central, segundo os criadores. A intenção é replicar o modelo em outros estados, cada um com sua própria data de resistência, como Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.
A bandeira do movimento traz quinze listras e quinze estrelas amarelas, representando as regiões de São Paulo, com o mapa do estado ao centro em azul, sobre fundo vermelho. O design remete ao M.M.D.C., movimento que organizou a resistência paulista em 1932.
Formação ideológica e parceiros
A Confederação se inspira na economia da escola austríaca, defendida por Andolfato, que rejeita intervenção estatal na economia. O trabalho envolve estudo de Ludwig von Mises e o arcabouço divulgado pelo ILA, ligado ao movimento na Argentina. Em novembro de 2024, uma comitiva argentina participou de evento na Alesp, ampliando vínculos com La Libertad Avanza.
O projeto já recebeu a designação de embaixador-geral do foro no Brasil a Andolfato, após a visita da comitiva argentina à Assembleia Legislativa de São Paulo. A ideia é estruturar uma rede duradoura de atividades regionais com base na doutrina austríaca.
Estrutura, alcance e planos eleitorais
A organização não possui sede nacional nem presidente único, funcionando por meio de associações regionais que representam as quinze regiões administrativas de São Paulo. Cada associação elabora seu conselho e sustenta a estrutura central com mensalidades iguais, com o slogan um real, um voto.
Por ora, há cinco associações ativas em Araçatuba, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, São Paulo e Taubaté. O custo da filiação é de R$ 50 por mês. A proximidade com o PL e a proximidade familiar também aparecem entre os vínculos locais.
Estratégia política e futuro
A estratégia eleitoral para 2026 não prevê candidatura própria nem apoio institucional a partidos, conforme as regras eleitorais. Em 2028 e 2030, há planos de eleger representantes que defendam a pauta da Confederação, tratando-os como mandatários responsáveis pela base, não pela legenda.
Os fundadores indicam apoio, como pessoas físicas, ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência. A leitura é de que esse nome estaria alinhado aos ideais do movimento na ausência do pai.
Observações finais
O projeto pretende ampliar atuação em clubes de tiro e eventos regionais, com embaixadas da confederação nas cidades. O modelo é apresentado como uma interface entre liberdade individual, descentralização fiscal e direitos armados, sob a lente da escola austríaca.
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