- Fórum anual da Esfera Brasil, em Guarujá, reuniu mais de 400 empresários para debater política e economia.
- Flávio Bolsonaro (PL) continua em segundo nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Lula (PT), em um cenário de polarização consolidada.
- Participantes criticaram as gestões federal e atual, destacando queda da bolsa brasileira em relação aos Estados Unidos e perspectivas de crescimento do PIB consideradas vergonhosas.
- Luciano Huck defendeu um caminho de equilíbrio entre esquerda e direita, apontando a necessidade de um projeto político estável que gere oportunidades sem demagogia.
- Entrevistados nos bastidores sinalizaram desejo por uma gestão mais voltada para o empreendedorismo e maior definição de quem lidera a disputa, mantendo a polarização até o segundo semestre.
O fórum anual da Esfera Brasil, realizado em Guarujá, reuniu mais de 400 empresários nos dias 22 e 23, para debater política e economia. O encontro contou com autoridades e especialistas, sob tema de atuação econômica e cenários eleitorais, com foco na chamada terceira via. O evento ocorreu em meio à disputa entre o governo Lula e o grupo ligado a Jair Bolsonaro.
Durante o evento, o presidente do Senado e figura da base bolsonarista não foi o foco principal, mas o tema da polarização dominou as discussões. Parlamentares e empresários discutiram caminhos para uma agenda de Estado, com críticas às gestões anteriores e atuais e cobranças por maior participação cívica dos empresários.
Entre as reflexões, o empresários Luciano Huck, apresentador, descreveu casos de pequenos empreendedores e sugeriu equilíbrio entre esquerda e direita, defendendo políticas que promovam emprego e eficiência sem perder a responsabilidade fiscal. O debate apontou a necessidade de uma candidatura com propostas estáveis para enfrentar a desigualdade.
Entrevistas de bastidores mostram dúvidas entre empresários sobre quem levará a dianteira na eleição, com expectativas de uma definição maior apenas no segundo semestre. Dois empresários, sob condição de anonimato, sinalizaram desejo por um líder com gestão voltada a resultados, enquanto outros preferiram não se posicionar publicamente no momento.
Lírio Parisotto, da Videolar-Innova, manifestou o desejo por um presidente com visão de gestão e destacou que o governo concentra parcela significativa dos recursos. Já Flávio Rocha, do Grupo Guararapes, ressaltou a existência de uma polarização marcada pela rejeição, e não apenas pela preferência, entre Lula e Bolsonaro, sugerindo que a eleição pode depender de eleitores pragmáticos.
A leitura comum entre os participantes é a de que a eleição tende a permanecer polarizada até outubro, com a decisão pedida por eleitores que mudam de posição conforme a realidade econômica e o bolso. O fórum manteve o tom de cobrança por maior participação cívica e por soluções de longo prazo para o país.
*A jornalista viajou a convite da Esfera Brasil*
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