- Representantes da Fiesp e da CNI vão ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar do fim da escala 6×1.
- A Câmara divulgou acordo para redução da jornada em até um ano, com primeira queda de duas horas semanais 60 dias após a promulgação e novo corte após 12 meses.
- O objetivo é reduzir de 44 para 40 horas semanais na prática.
- Três pontos são considerados inegociáveis: fim da escala 6×1, redução da jornada e manutenção dos salários.
- Setor privado teme aumento de custos e contratação de mais funcionários; CNC defende que jornadas permaneçam no âmbito das negociações coletivas, respeitando especificidades de cada setor e região.
Representantes da Fiesp e da CNI vão ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta terça-feira para entregar preocupações sobre o fim da escala 6×1. A reunião visa discutir impactos da proposta em tramitação na Câmara.
A articulação ocorre no dia em que o presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou acordo para redução da jornada em até um ano. A ideia envolve corte de duas horas semanais 60 dias após a promulgação da PEC e outro corte de duas horas após 12 meses, chegando a 40 horas semanais.
Motta afirmou que três pontos são inegociáveis: fim da escala 6×1, redução da jornada e manutenção dos salários. Empresários temem aumento de custos, necessidade de novas contratações e impactos em setores com escalas contínuas, como indústria, comércio e serviços.
Visão do setor e negociações
A CNC informou que a definição da jornada deve seguir negociações coletivas entre patrões e empregados, respeitando peculiaridades de cada setor e regiões, conforme o princípio do negociado sobre o legislado. A bancada empresarial cobra estudo dos impactos antes do Senado.
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