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Erika Hilton comenta 6×1: atenção a manobras que prejudiquem o trabalhador

Erika Hilton diz estar atenta a manobras do centrão e da direita que possam prejudicar trabalhadores, enquanto o Senado permanece incerto sobre a transição da PEC 6x1

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  • Erika Hilton, autora original da PEC que propõe o fim da escala 6×1, afirma estar atenta a possíveis manobras do centrão e da direita que possam prejudicar trabalhadores.
  • A proposta prevê redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção do salário, servindo de base para o texto de convergência orientado pela CNN.
  • O impulso veio após negociações que resultaram em um relatório a ser apresentado por Leo Prates, com foco nessas salvaguardas para trabalhadores.
  • Há divergência sobre o período de transição; o governo sustenta um prazo de um ano, o que surpreendeu líderes, enquanto outras versões defendem prazos maiores.
  • O centrão já sinalizou resistência ao período curto, e o Senado permanece incerto quanto ao apoio, com o texto final dependente de negociações ao longo da semana.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC que propõe o fim da escala 6×1, afirmou estar atenta a possíveis manobras do centrão e da direita que possam prejudicar trabalhadores. A declaração veio durante apuração do Bastidores CNN.

A proposta ganhou fôlego após negociações que resultaram em um relatório a ser apresentado por Leo Prates (Republicanos-BA). Entre os pilares estão reduzir a jornada de 44 para 40 horas, assegurar dois dias de descanso e manter o salário sem redução.

A redação também deverá indicar um texto de convergência com diretrizes para o novo regime, segundo apuração da CNN. O tema da transição é central para as negociações em torno da implementação das novas regras.

Um ponto de discordância é o prazo de transição para a entrada em vigor. Enquanto alguns defenderam um ano, Hugo Motta (Republicanos-PB) confirmou o prazo. Analistas ouvidos pela CNN veem o período como margem de negociação, não como fato definitivo.

Há ainda avaliação de que o prazo curto pode ser apenas estratégia de negociação, segundo fontes do Palácio do Planalto e do centrão. A ideia é permitir acomodar mudanças ao longo do caminho, conforme o andamento das conversas.

Senado é a grande incógnita

No Senado, as articulações não estão tão estruturadas quanto na Câmara, segundo a analista Larissa Rodrigues. A confirmação de um prazo de apenas um ano encontra resistência entre senadores e líderes.

A função do relatório depende de negociações ao longo da semana para avançar no Congresso. Além disso, houve percepção de que houve comunicação direta entre lideranças antes de alinhamentos formais. O texto final ainda está sujeito a ajustes.

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