- Especialista em marketing político afirma que a aprovação do governo está em torno de 30%, um limite crítico para a reeleição.
- Segundo Lula Guimarães, esse patamar é parte de um “cálculo clássico” entre cientistas políticos que associa aprovação baixa a maior dificuldade de vencer a reeleição.
- Apesar da avaliação desfavorável, o especialista destaca o peso da máquina pública e da estrutura do Estado na contenda eleitoral.
- Ele cita a experiência de 2022, quando a máquina administrativa foi usada de forma ampla e sugere que a gestão da pandemia teve papel importante no resultado, não apenas o uso do aparato estatal.
- No cenário atual, Lula teria apoio de uma ampla capilaridade política, com governadores, prefeitos, vereadores e deputados, o que pode influenciar especialmente eleitores de menor renda e escolaridade; já sobre o segundo turno, não haveria, hoje, candidatos de esquerda suficientes para somar votos, caso haja confronto com a direita.
Lula está próximo de um limiar considerado crítico para a possibilidade de recondução. Em entrevista ao CNN 360°, o especialista em marketing político Lula Guimarães afirmou que a aprovação do governo oscila ao redor de 30%, faixa associada a grandes dificuldades de reeleição segundo cálculos de ciência política.
O especialista explicou que esse patamar, visto como limitante, já esteve acima de 30% e chegou a cair abaixo dessa marca em momentos recentes. A leitura é de que, apesar da margem de erro nas pesquisas, a tendência aponta para um desafio significativo na busca por novo mandato.
O papel da máquina governamental
Guimarães destacou que o peso da máquina pública não pode ser desconsiderado em eleições. Ele lembrou que, em 2022, aliados utilizavam benefícios estatais como recurso relevante, e sugeriu que a derrota teve relação com falhas na gestão da pandemia, não apenas com o uso institucional.
Para o analista, a ampla capilaridade política do governo atual é uma vantagem que pode mobilizar eleitores de menor renda e com menos escolaridade. Segundo ele, esse segmento é particularmente sensível às ações do Estado e pode influenciar o comportamento de voto.
Estrutura de alianças e cenários de turno
O especialista analisou a atuação de candidaturas da direita, citando nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, e discutiu o tempo adequado para formar alianças. A orientação é evitar coalizões precipitadas que possam esvaziar a terceira via antes do primeiro turno.
Guimarães afirmou ainda que, no segundo turno, as eleições costumam ser definidas mais pela rejeição a adversários do que por adesão a propostas. Observou que, diferentemente de 2022, não haveria outros nomes da esquerda prontos para somar votos em uma disputa nessa fase.
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