- A Fiemg criticou o relatório da PEC do fim da escala 6 X 1, apresentado pelo deputado Leo Prates em 25 de maio de 2026, chamando-o de insustentável.
- A federação afirma que o texto avança sem medidas para reduzir impactos sobre empresas, empregos e economia, impondo custos sem considerar a realidade econômica.
- Diz que mudanças dessa magnitude exigem prazo adequado de transição e negociação com o setor produtivo, defendendo que atividades essenciais não entrem no limite de quarenta horas semanais.
- A nota destaca estudo da própria Fiemg que aponta possible impacto no PIB de até dezesseis por cento e a possibilidade de perder até dezoito milhões de empregos, além de elevar o custo de vida.
- O relatório prevê cronograma: 60 dias após a promulgação para a queda de 44 para 42 horas, quarenta horas semanais em catorze meses, e dois dias de descanso já a partir do prazo inicial, com um deles preferencialmente aos domingos.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) classificou como insustentável o relatório que apoia o fim da escala 6 X 1 apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, na Câmara dos Deputados. A análise critica a falta de medidas para reduzir impactos sobre empresas, empregos e economia.
Segundo a entidade, o texto avança sem diálogo suficiente com o setor produtivo e sem estratégias para mitigar custos. A Fiemg afirma que qualquer mudança desse porte exige período de transição adequado, especialmente diante da produtividade ainda baixa da economia brasileira.
A federação destaca que o projeto impõe custos adicionais às empresas e não considera a realidade econômica do país. Alega que setores com regime atípico precisam de flexibilização para manter operação e cobertura de atividades essenciais sem prejuízo.
A nota da Fiemg ressalta que o prazo de transição proposto não é adequado para adaptação segura. Também defende medidas para estimular produtividade e simplificar burocracia, minimizando impactos da proposta no setor produtivo.
O relatório da 6 X 1
O relatório foi apresentado após reunião entre o presidente Lula e o titular da Câmara, Hugo Motta, para tratar do tema. A PEC propõe extinguir o modelo atual e instituir 2 dias de descanso semanais, com jornada máxima de 40 horas sem redução salarial.
O texto prevê que a implementação das 40 horas não ocorra de imediato. Em 60 dias após a promulgação, a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais; a adoção integral das 40 horas ocorrerá 14 meses depois. O direito aos 2 dias de folga entra em vigor de forma imediata após o prazo inicial.
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