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Fim da escala 6×1: redução da jornada não reduz salário

PEC 6x1 reduz de 44 para 40 horas semanais em até 14 meses, sem redução salarial; primeira redução de duas horas ocorre em até 60 dias após promulgação

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Republicanos PB, durante votação da cassação dos mandatos de Glauber Braga PSOL RJ e Carla Zambelli PL SP Metropoles
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  • A PEC da escala 6×1 propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais em até 14 meses, sem reduzir salários, após aprovação e promulgação no Congresso.
  • A implementação terá início com uma redução de duas horas nas primeiras 60 dias após a promulgação, passando a reduzir mais duas horas em até 12 meses.
  • Ao todo, a transição leva até 14 meses para ficar definida a nova jornada de 40 horas semanais.
  • A proposta ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados e pelo Senado; se aprovadas, as mudanças são promulgadas pelo Congresso, sem necessidade de veto presidencial.
  • O texto, discutido em reunião entre o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrentou divergências sobre o ritmo de transição, que variavam entre até três e até dez anos.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da jornada de trabalho no Brasil não prevê cortes salariais aos trabalhadores. Foi definido que a transição ocorrerá em até 14 meses após aprovação e promulgação pelo Congresso Nacional.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, a implantação da jornada 5×2 — cinco dias de trabalho, dois de folga — ocorrerá em até 60 dias após a promulgação do texto. Dentro desse intervalo, haverá a primeira redução de duas horas semanais.

Após esse prazo inicial, em até 12 meses, serão reduzidas mais duas horas da jornada, reduzindo a carga de 44 para 40 horas semanais. A PEC afirma que as mudanças não implicam perda salarial para os trabalhadores.

A definição sobre o texto ocorreu após Motta se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir pontos de consenso. O encontro buscou destravar divergências existentes na Casa, especialmente sobre o ritmo de transição.

A transição ainda era objeto de acalorados debates entre parlamentares, com propostas variando entre até três anos e até 10 anos. A nova leitura amplia a possibilidade de adoção mais rápida, conforme estipulado pela PEC.

Caso aprovada pelos deputados federais e, depois, pelo Senado, a PEC será promulgada pelo Congresso Nacional sem necessidade de aval do presidente. A medida tem sido citada como palanque potencial no cenário eleitoral.

O entendimento da bancada é que a redução da jornada pode ampliar a produtividade sem reduzir salários. A proposta permanece sujeita a alterações durante a tramitação e não representa, ainda, uma lei vigente.

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