Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fiscal do esquema de propinas de R$ 1 bi afirma não ser dedo-duro e está dopado

Auditor fiscal nega delação como 'dedo duro' e afirma ter sido pressionado; MP aponta ocultação de R$ 100 milhões em bitcoins e propinas bilionárias

Preso em agosto de 2025, Artur Gomes da Silva Neto afirma em carta que a negociação de sua delação com o MP paulista foi um ‘teatro’ e que investigadores usaram suas revelações para embasar investigações; MP diz que acusado ‘faltou com a verdade ao longo das tratativas, ocultou fatos criminosos relevantes’ e não declarou R$ 100 milhões em bitcoins
0:00
Carregando...
0:00
  • Artur Gomes da Silva Neto, ex-supervisor da Diretoria de Fiscalização da Fazenda paulista, preso há oito meses, é apontado como mentor de esquema bilionário de propinas com grandes varejistas e atacadistas via devolução antecipada de créditos tributários.
  • Em carta de dezenove páginas escrita à mão, ele afirma não ser “dedo-duro” e que está “sobrevivendo dopado” na prisão; critica a condução da delação premiada pelo Ministério Público.
  • O Ministério Público de São Paulo sustenta que Artur faltou com a verdade nas tratativas, ocultou fatos relevantes e não declarou R$ 100 milhões em bitcoins; diz que a colaboração ocorreu de boa-fé e sob sigilo legal.
  • Investigações apontam que o ex-fiscal recebeu mais de R$ 152 milhões em propinas em 2025 e possuía 277 bitcoins não declarados, avaliados em mais de R$ 100 milhões na cotação de março de 2026.
  • Artur afirma que a Operação Fisco Paralelo foi parcialmente baseada em informações dele; relatou temer retaliação na prisão, enquanto o MP afirma manter atuação responsável, dentro dos limites da lei.

Artur Gomes da Silva Neto, ex-supervisor da Difis da Secretaria da Fazenda de São Paulo, está preso desde agosto de 2025 sob suspeita de liderar um esquema bilionário de propinas com grandes varejistas e atacadistas, por meio da devolução antecipada de créditos tributários. Em uma carta escrita à mão e encaminhada à Justiça, ele afirma não ser um delator e diz estar “sobrevivendo dopado” na prisão. O documento tem 19 páginas e critica a condução da delação premiada pelo MP.

A defesa aponta para suposta pressão durante as negociações com promotores do Gedec, o grupo que atua no combate a cartel, lavagem de dinheiro e recuperação de ativos. Artur alega que as tratativas visavam colher informações ilegais e que as condições psicológicas seriam abaladas para forjar declarações.

O Ministério Público de São Paulo rebate com veemência as acusações, dizendo que a delação ocorreu de boa-fé, com transparência e sob sigilo legal. Os promotores destacam que o investigado reconheceu ter recebido propina, mas pretendia devolver apenas uma fração do montante, sob alegação de ter perdido o dinheiro.

Contexto do esquema

Investigadores das operações Ícaro, Mágico de Oz e Fisco Paralelo apontam Artur como mentor do esquema, que envolvia remunerações regulares para facilitar a quitação de créditos tributários. A Promotoria afirma que o ex-fiscal resistiu à devolução total dos valores recebidos.

Segundo o MP, Artur recebeu mais de R$ 152 milhões ao longo de 2025 de uma grande varejista e manteve 277 bitcoins não declarados, avaliados em mais de R$ 100 milhões em março de 2026. A existência das criptomoedas foi localizada em documento apreendido durante a investigação e não havia sido informada na delação.

Declarações de Artur

O ex-fiscal afirmou que a Fisco Paralelo, desdobramento da operação, foi parcialmente baseada em informações fornecidas por ele nas tratativas da delação frustrada. Ele também afirmou temer retaliação para si e para a família.

A Promotoria sustenta que Artur limitava-se a fazer acusações sem base sólida, o que inviabilizou a celebração de acordo. O MP ressalta que não há evidência de credibilidade para sustentar as informações apresentadas pelo réu nesse contexto.

Situação na prisão

Artur descreve dificuldades de sono, medo de circular no pátio e alterações no apetite e na sede, associando tudo a uma condição de saúde mental sob custódia. A defesa afirma que o Ministério Público tenta condená-lo na imprensa, enquanto o julgamento permanece sob responsabilidade do Poder Judiciário.

O MP afirma manter atuação responsável e dentro da lei para esclarecer crimes que teriam causado prejuízo bilionário ao erário, recursos que deveriam atender áreas como saúde, educação e segurança.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais