- O pré-candidato Flávio Bolsonaro desembarcou em Washington nesta segunda-feira (25) em busca de uma possível reunião com o presidente Donald Trump.
- A Casa Branca não confirmou o encontro, que seria avaliado para ocorrer na terça-feira (26).
- Um interlocutor de Flávio disse que ele foi convidado para ir à Casa Branca, mas detalhes não foram divulgados.
- A ideia entre apoiadores é conseguir uma foto com Trump, pensando em fortalecer a candidatura em meio à crise recente.
- A agenda é ligada a Eduardo Bolsonaro e ao núcleo ideológico do trumpismo; pesquisas mostram Lula à frente em cenário de primeiro turno.
Flávio Bolsonaro desembarcou nesta segunda-feira em Washington, com a expectativa de uma possível reunião com o presidente Donald Trump. Acompanhado por aliados, o pré-candidato pelo PL chegou à capital dos EUA sem confirmação oficial de agenda pela Casa Branca. A viagem acontece em meio a controvérsias recentes envolvendo conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo interlocutores do senador, houve convite para ir à Casa Branca, mas sem detalhes adicionais. O temor é de que vazamentos possam adiar ou cancelar o encontro, já que a agenda de Trump tem passado por ajustes. Nos últimos dias, o presidente americano desmarcou compromissos para tratar de questões internacionais.
A possível visita também é alvo de interesse de apoiadores que aguardam uma foto com Trump, vista como potencial trunfo político. A discrição facilita evitar frustrações entre a base, caso haja atraso ou cancelamento da reunião.
Desenvolvimento da agenda e circunstâncias
A movimentação é atribuída a articulações do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA desde o ano passado e está sob investigação no Brasil. Eduardo aparece ligado a setores do trumpismo e tem atuado em medidas que repercutem o Brasil.
Um blogueiro próximo a Eduardo indicou, em rede social, que Flávio está em Washington para encontros de alto nível, sem detalhar informações. A defesa de manter sigilo não descarta mudanças na programação, dependendo de tratativas com representantes americanos.
Ao embarcar no Aeroporto de Guarulhos, Flávio não comentou detalhes da agenda. A assessoria da campanha do PL não se manifestou até o atendimento desta reportagem, e nenhum canal oficial do governo dos EUA se pronunciou.
Contexto político e cenário de pesquisa
A pauta da possível conversa não foi divulgada, mas inclui temas defendidos por Flávio, como liberdade de expressão e a posição sobre organizações consideradas terroristas. A agenda buscaria retomar protagonismo frente às recentes controvérsias envolvendo Vorcaro.
A decisão de manter o foco em encontros estratégicos ocorre após o choque com o caso Vorcaro, que repercutiu na campanha. A sondagem Datafolha divulgada recentemente aponta Lula à frente de Flávio no primeiro turno, com 40% ante 31%.
Em eventual segundo turno, a pesquisa indica vantagem de Lula, com 47% versus 43% de Flávio, dentro da margem de erro. A compreensão pública do caso Flávio-Vorcaro já alcançou 64% dos entrevistados.
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