- Flávio Bolsonaro chegou a Washington para possível encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para terça-feira, 26 de maio.
- A viagem teve duração de nove horas, em classe executiva, com registro de assédio de passageiros e sessão de fotos durante o voo; o senador pediu bife com arroz, farofa, couve e sorvete no jantar.
- Segundo apuração da BBC News Brasil, o convite a Flávio teria sido feito pela Casa Branca, com intermediação do irmão Eduardo Bolsonaro.
- Entre os temas cogitados para a reunião estaria a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.
- O governo brasileiro, sob o presidente Lula, acompanha a agenda de Flávio à distância e avalia possíveis sinais que a reunião possa enviar durante a campanha.
Flávio Bolsonaro chegou nesta segunda-feira a Washington, em busca de uma possível reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump. O senador e pré-candidato foi visto embarcando em voo de São Paulo, com escala para a capital norte‑americana. A viagem ocorre em um momento delicado de sua campanha.
A BBC News Brasil acompanhou a passagem de Flávio, que não confirmou detalhes da agenda. Em Guarulhos, ele respondeu que não poderia comentar antes da reunião. O senador viajou acompanhado de um segurança; o voo partiu no domingo e durou cerca de nove horas.
A origem da viagem envolve contatos que teriam sido intermediados por Eduardo Bolsonaro, conforme apuração de pessoas próximas ao senador. O objetivo informado é discutir temas com o governo americano, entre eles a possível designação de organizações criminosas brasileiras como terroristas.
Em busca de um encontro com Trump
Ao desembarcar, Flávio manteve a compostura, participou de breve contato com passageiros e seguiu para a imigração com passaporte diplomático. Ainda não houve confirmação sobre o hotel onde ficará ou sobre encontros com membros do governo americano.
Segundo informações obtidas pela reportagem, a pauta para a reunião pode incluir a posição dos Estados Unidos quanto às organizações PCC e Comando Vermelho. A discussão aparece como tema relevante para a campanha do senador, segundo fontes próximas ao entorno da comitiva.
A viagem acontece enquanto a relação entre o governo Lula e o PT com Trump permanece sob observação. O governo brasileiro avalia, de forma reservada, como acompanhará o desfecho do encontro e quais mensagens podem ser extraídas para o cenário eleitoral.
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