- O julgamento da morte de Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri da Capital, foi suspenso nesta segunda-feira (25/5) antes da oitiva de testemunhas.
- A juíza Elizabeth Machado Louro negou mais de 23 pedidos da defesa de Jairinho, incluindo recursos de adiamento e de anulação parcial do julgamento.
- A sessão foi interrompida por volta das 17h e a retomada ficou marcada para terça-feira pela manhã.
- A defesa chegou a pedir o adiamento alegando infarto de um advogado e sugeriu transferência de Jairinho para outra unidade; depois, o réu reconstituiu parte da defesa, mantendo quatro profissionais.
- Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio triplamente qualificado, entre outros crimes, na morte de Henry ocorrida em março de 2021; laudo do instituto médico-legal apontou 23 lesões no corpo da criança.
O julgamento da morte do menino Henry Borel foi suspenso nesta segunda-feira, 25/5, no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. A audiência não ouviu testemunhas nem teve continuidade, após mais de 20 pedidos da defesa serem negados. Os réus são Jairinho, padrasto da vítima, e Monique Medeiros, mãe de Henry.
A sessão terminou por volta das 17h, com a juíza Elizabeth Machado Louro comunicando a pausa. O objetivo era analisar os requerimentos apresentados pela defesa, vistos pela magistrada como manobras para atrasar o processo. A retomada está prevista para a manhã de terça, 26/5.
Pela manhã, Jairinho já havia pedido o adiamento do júri, citando a suposta necessidade de ajustar a defesa após um infarto do advogado Fabiano Tadeu Lopes. A solicitação foi rejeitada pelo MP, que classificou o movimento como tentativa de postergação. A magistrada manteve o julgamento nos trilhos processuais.
Entre os requerimentos recusados, esteve o pedido para que Monique Medeiros fosse ouvida antes de Jairinho, sob argumento de que ela assumiria posição de acusadora. A juíza ressaltou que não cabe ao Judiciário antecipar linhas de investigação com base em suposições.
A defesa também teve outros pedidos rejeitados por já terem sido analisados previamente ou por não atenderem ao momento processual. A magistrada destacou a necessidade de seguir a ordem prevista no processo e preclusões relevantes.
Henry Borel morreu em março de 2021, aos 4 anos, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Na ocasião, Monique Medeiros e Jairinho estavam no apartamento onde a criança residia com a família. A versão de acidente doméstico foi contestada pela investigação.
O laudo do Instituto Médico-Legal indicou 23 lesões no corpo da criança, o que foi utilizado pela acusação para sustentar a versão de responsabilidade de terceiros. O julgamento, iniciado em 25/5, deverá continuar na manhã de 26/5.
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