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Justiça analisa ataque racista na web contra Joaquim Barbosa anos após denúncia

Justiça analisa denúncia de racismo contra Joaquim Barbosa, feita oito anos após comentário discriminatório no Facebook por homem de 75 anos na Paraíba

O ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF)
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  • Justiça Federal da Paraíba tornou réu o homem de 75 anos, morador de Itabaiana, por ofensas racistas publicadas em outubro de 2018 contra Joaquim Barbosa.
  • Denúncia do Ministério Público Federal foi aceita na quarta-feira passada, 20, configurando crime de racismo conforme a Lei n.º 7.716/1989, com pena prevista de dois a cinco anos de prisão e multa.
  • O comentário dizia: “Negro, quando não caga na entrada, caga na saída!”, em resposta a uma postagem sobre Barbosa.
  • O réu, Josevaldo Amâncio da Silva, foi interrogado apenas em 27 de agosto de 2025, após quebra de sigilo telemático; ele confessou a autoria em depoimento.
  • O processo ocorre em meio ao anúncio de Joaquim Barbosa pela Democracia Cristã como possível candidato à presidência em 2026, gerando resistências internas no partido.

Oito anos após a publicação, a Justiça vai analisar um ataque racista contra o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa na internet. A denúncia partiu do Ministério Público Federal e foi aceita pela Justiça Federal na Paraíba na quarta-feira, 20, conforme registro oficial. O caso envolve ofensa publicada em rede social contra Barbosa, hoje presidenciável pela Democracia Cristã (DC).

A ação aponta que Josevaldo Amâncio da Silva, de 75 anos, morador de Itabaiana (Paraíba), escreveu um comentário discriminatório em outubro de 2018, em resposta a uma postagem sobre Barbosa no Facebook. O trecho questionado traz uma expressão depreciativa associando a cor da pele a um comportamento repugnante. O MPF sustenta que a postagem denigre a dignidade da vítima e da coletividade negra.

Segundo o andamento processual, o comentário foi registrado pela Polícia Federal em Juiz de Fora (MG) em novembro de 2018, mas o interrogatório ocorreu apenas em 27 de agosto de 2025, após investigação que envolveu quebra de sigilo telemático. Em depoimento, o réu reconheceu a autoria e foi indiciado pelo crime de racismo, tipificado pela Lei 7.716/1989, que prevê pena de dois a cinco anos de prisão e multa, sem acordo de não persecução penal.

Contexto político e desdobramentos

O processo tramita em meio à possível candidatura de Barbosa à Presidência em 2026 pela DC. A oficialização do nome do ex-ministro gerou resistência interna no partido, provocando descontentamento de alas que o apoiam e acirrando a tensão entre lideranças, sem confirmação pública da participação eleitoral do ex-ministro.

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