- Governo e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fecham acordo para fim da escala de trabalho 6×1.
- A transição rápida prevê redução da jornada de 44 para 42 horas em até 60 dias após aprovação do projeto e, um ano depois, chegando a 40 horas semanais.
- A medida é apresentada como vitória política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com possível reconhecimento público até as eleições de outubro.
- Empregadores, tanto privados quanto públicos, alertam para riscos como aumento de preços e desemprego com a implementação acelerada da mudança.
- A notícia também aponta melhora recente na avaliação da economia, citando pesquisa divulgada nesta segunda-feira.
O governo e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, fecharam acordo para encerrar a escala de trabalho 6×1. Lula da Silva e Motta teriam combinado uma transição rápida, com a jornada reduzindo de 44 para 42 horas em até 60 dias após a aprovação do projeto, chegando a 40 horas semanais em um ano.
Segundo o acordo, a redução gradual poderia ocorrer sem atraso significativo, visando uma adaptação ao novo regime de trabalho. A expectativa é de que a mudança fortaleça a pauta econômica ainda neste governo.
Defensores da medida destacam ganhos de produtividade, enquanto opositores e empresários alertam para possíveis impactos inflacionários e no emprego. Entre as preocupações estão reajustes de preços e o efeito sobre o mercado de trabalho.
Avaliação pública e desdobramentos
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira aponta melhoria na avaliação geral da economia nas últimas semanas. A divulgação não vincula diretamente o acordo à sondagem, mas agrega contexto ao debate político e econômico.
Entre forças políticas, há relatos de diferentes leituras sobre o custo político da medida. Dilma Rousseff, segundo relatos, afirmou que mudanças rápidas podem moldar o cenário eleitoral, mas sem detalhar impactos específicos da reforma.
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