- Lula iniciou a primeira sessão de radioterapia preventiva no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, na manhã de segunda-feira (25), após remoção de câncer de pele no couro cabeludo em abril.
- A radioterapia é etapa complementar para reduzir o risco de recidiva na região operada, segundo o hospital.
- O tratamento é realizado de forma ambulatorial, com poucos efeitos colaterais; costuma exigir sessões diárias ao longo de cerca de duas semanas.
- O câncer é carcinoma basocelular, o tipo de pele mais comum e geralmente de curso menos agressivo, com alta probabilidade de cura quando tratado adequadamente.
- A duração total pode variar, entre cerca de quinze a vinte e cinco ou trinta sessões, conforme avaliação médica; após o tratamento, acompanhamento periódico e proteção solar são recomendados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou na manhã desta segunda-feira a radioterapia preventiva no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. O procedimento é uma etapa complementar do tratamento contra um carcinoma basocelular removido do couro cabeludo em abril. A radioterapia ocorre de forma ambulatorial, sem internação.
Segundo o hospital, a sessão visa reduzir o risco de retorno da doença na região operada. Especialistas consultados destacam que se trata de uma medida localizada, com poucos efeitos colaterais, destinada a margens cirúrgicas estreitas ou áreas de maior risco.
A radioterapia é indicada quando a cirurgia não removeu toda a lesão sem comprometer estruturas importantes. O tratamento costuma durar cerca de duas semanas, com sessões diárias de baixa dose, e pode chegar a 20 a 30 sessões conforme a avaliação médica.
Sobre o tratamento
A radioterapia complementar busca destruir células tumorais remanescentes na área operada. A indicação ocorre principalmente quando é difícil ampliar a remoção sem prejuízo estético ou funcional, especialmente no couro cabeludo.
O objetivo é reduzir a probabilidade de recorrência local. Entre os fatores considerados estão margens cirúrgicas, profundidade do tumor e localização. O uso do tratamento é comum em pacientes com tumores não melanoma, como o basocelular, quando a cirurgia não exime risco residual.
Sobre o carcinoma basocelular
O basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele e, na maioria dos casos, apresenta bom prognóstico quando detectado precocemente. Diferencia-se de outros tumores por ter menor probabilidade de metástases, embora possa recidivar localmente.
Médicos destacam que, após condições adequadas de cirurgia e radioterapia, há altas taxas de cura. A radioterapia adjuvante, porém, pode ser indicada para reduzir o risco de retorno na área tratada.
Após o fim das sessões, Lula deverá manter acompanhamento médico periódico e cuidados com a pele, incluindo proteção solar, para monitorar eventuais novas lesões ao longo do tempo.
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