- A NR-1 atualizada coloca os riscos psicossociais como eixo central da gestão de saúde e segurança ocupacional, exigindo identificação, avaliação, registro e monitoramento desses fatores.
- A gestão de riscos psicossociais precisa integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, tornando as lideranças responsáveis pela saúde mental.
- A implementação depende de atuação integrada entre recursos humanos, compliance, jurídico, saúde ocupacional e lideranças, com protocolos contínuos, canais de escuta e capacitação de gestores.
- Em dois mil e vinte e quatro, cerca de quatrocentos e setenta e dois mil afastamentos por transtornos mentais relacionados ao trabalho foram registrados, evidenciando o impacto dos riscos psicossociais.
- Pesquisa do Instituto Livre de Assédio aponta que sessenta e dois por cento das organizações ainda operam abaixo de um nível estruturado de gestão de riscos psicossociais, com desafios na priorização, políticas de prevenção, recursos e formação de lideranças.
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, coloca os riscos psicossociais no centro da gestão de saúde e segurança ocupacional no Brasil. A mudança exige que as empresas implementem processos estruturados para identificar, avaliar, registrar e monitorar fatores que afetam a saúde mental no trabalho, como assédio, sobrecarga e falhas de comunicação.
A norma passa a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o GRO, tornando a saúde mental uma responsabilidade estratégica das lideranças e da governança corporativa. A atuação envolve diferentes áreas internas, entre elas recursos humanos, compliance, jurídico e saúde ocupacional.
Segundo o Instituto Livre de Assédio, a adequação à NR-1 depende de liderança atuante e de protocolos contínuos de prevenção, com canais de escuta seguros e indicadores de monitoramento. A organização destaca que a implementação efetiva exige capacitação de gestores e alinhamento entre cultura, governança e saúde ocupacional.
O que mudou na NR-1
A NR-1 passa a exigir que as empresas mantenham avaliações documentadas dos riscos psicossociais identificados e desenvolvam planos de ação com acompanhamento periódico dentro do PGR. Sobrecarga de trabalho, indefinição de responsabilidades e falhas de comunicação têm sido apontados como fatores recorrentes.
Especialistas em saúde ocupacional ressaltam que a norma consolidou um modelo transversal de monitoramento. O GRO é visto como elemento central para prevenir passivos trabalhistas e fortalecer a cultura organizacional voltada a ambientes seguros. A atualização reforça o papel das lideranças na prevenção do assédio e na promoção de saúde mental no ambiente corporativo.
Desafios e impactos
Dados do Ministério da Previdência Social indicam que, em 2024, cerca de 472 mil afastamentos por transtornos mentais relacionados ao trabalho foram registrados. Esse cenário evidencia a importância da NR-1 para políticas de saúde mental nas empresas.
Pesquisas nacionais apontam que, 74% das organizações ainda operam com gestão de riscos psicossociais abaixo do nível estruturado. Entre os obstáculos estão priorização insuficiente, falta de políticas contínuas de prevenção e recursos limitados.
Governança e atuação institucional
A atuação integrada entre lideranças, governança e equipes de RH é destacada pelo Instituto Livre de Assédio. A organização defende a escuta ativa, a prevenção ao assédio e o monitoramento contínuo dos riscos psicossociais como pilares da gestão. A atualização também é vista como avanço para a sustentabilidade das relações de trabalho.
Entidades como Abergo avaliam que a NR-1 sinaliza uma mudança estrutural na forma de monitorar indicadores de saúde mental. A norma consolida o GRO como modelo estratégico para prevenção de conflitos e melhoria do ambiente de trabalho.
Mais informações sobre a gestão de riscos psicossociais e a NR-1 estão disponíveis nos sites do Ministério da Previdência Social e do Instituto Livre de Assédio.
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