- O governo federalordered a vacação do Gymkhana Club até 5 de junho, alegando necessidade de infraestrutura de defesa e segurança no terreno de 27,3 acres.
- O clube de 113 anos fica em Safdarjung Road, conhecido por ser um espaço de elites e ter acesso controlado por indicação entre membros.
- Os membros entraram com recurso na Justiça e há audiência prevista para terça-feira.
- A medida reacende debates sobre privilégio, patrimônio e espaço público em Delhi.
- O Gymkhana é lembrado como parte da memória da cidade, sobrevivente de várias décadas de mudanças, mas corre risco de perder um espaço histórico de tradições.
O Gymkhana Club, clube exclusivo de Delhi, recebeu ordem de desalojar até 5 de junho. A propriedade pública pertence ao governo federal e ocupa 27,3 hectares na Safdarjung Road. A medida afirma uso do terreno para infraestrutura de defensa e segurança pública.
O governo sustenta que a área é sensível e estratégica, próxima ao local da residência do primeiro ministro, e encerrou o aluguel com efeito imediato. Os membros contestam a ordem em tribunal, com audiência prevista para esta semana.
A pressão política acompanha a decisão, inserindo a medida em debates sobre privilégios, patrimônio e espaço público. Enquanto isso, moradores expressam sentimentos ambivalentes entre nostalgia e apoio à reforma.
Historicamente, o Gymkhana funciona com ingresso caro, porém a admissão é restrita por propostas de membros e aprovação de uma diretoria, favorecendo civis e militares de carreira. O processo é visto como ferramenta de acesso seletivo.
O clube abriga uma memória de elites: garçons uniformizados, verandeiros sombrios e encontros de generais e diplomatas sob as árvores. Para muitos, representa uma parte da narrativa política e social da capital.
Fundado em 1913 como Imperial Delhi Gymkhana Club, o espaço nasceu com a decisão de transferir a capital de Calcutá para Delhi. Em 1928, ganhou a atual localização. A construção dos anos 1930 foi assinada pelo arquiteto britânico Robert Tor Russell.
Ao longo das décadas, o clube manteve vínculos com a vida política da cidade, incluindo encontros históricos ocorridos no período colonial e após a independência. As tradições de etiqueta e hospitalidade persistiram, mesmo com mudanças administrativas.
Entre críticas, há relatos de tempos de espera longos para membership, viradas ao redor de décadas para quem desejava entrar. Para alguns, a exclusividade simboliza uma forma de privilégio herdado no espaço urbano de Delhi.
A decisão de despejo provocou reações diversas: alguns congressistas e observadores consideram a medida como parte de reformas necessárias, enquanto outros defendem a preservação do patrimônio institucional da capital.
Especialistas em história urbana ressaltam que o Gymkhana representa camadas de memória de Delhi, que vão além da mera função social. A possível perda do espaço acende debates sobre como equilibrar reforma pública e conservação de símbolos históricos.
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