- O julgamento do padrasto Jairinho e da mãe Monique Medeiros pelo homicídio triplemente qualificado de Henry Borel foi retomado no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
- Leniel Borel, pai da criança, afirma que a palavra justiça não se aplica ao caso e cobra condenação máxima, destacando o desgaste com os adiamentos.
- O rito envolve sorteio de sete jurados, fase de instrução com depoimentos, interrogatórios individuais, debates orais e decisão em plenário pelos jurados.
- As defesas têm usado recursos para adiar o júri; o STF e o STJ já cobraram a realização do julgamento com brevidade, e o pai acusa privilégios aos réus no sistema prisional.
- Henry morreu com laceração hepática e hemorragia interna; a família aposta na perícia como elemento central e lembra a criação da Lei Henry Borel para proteger crianças, aproveitando o Maio Laranja.
O julgamento do padrasto e da mãe de Henry Borel, acusado de homicídio triplamente qualificado, foi retomado nesta segunda-feira, 25, no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Henry, de 4 anos, morreu em março de 2020. As defesas tentam adiar, enquanto o Ministério Público busca a condenação dos dois.
Leniel Borel, pai da criança e assistente de acusação, afirmou que a Justiça, para ele, não representa alívio mesmo com pena máxima. Ele teme novo abandono de plenário e cobra decisão exemplar diante do que classifica como crime brutal contra a infância.
A sessão envolve o sorteio de sete jurados e a fase de instrução, com depoimentos de testemunhas da acusação e da defesa. Em seguida, os réus serão interrogados e haverá debates orais, culminando com a leitura da sentença pelo juiz.
Ritmo processual e estratégias de defesa
Segundo o pai, as defesas buscam postergar o júri por meio de recursos e anulações de provas. Ele cita decisões do STF e do STJ que cobraram a marcação do júri com brevidade, ressaltando que Jairo e Monique teriam facilidades no sistema prisional caso sejam condenados.
Leniel também critica o que chama de privilégios de detenção, mencionando o presídio de Bangu 8. Ele sustenta que, após a eventual condenação, haveria realocação para presídio de maior segurança. A defesa nega irregularidades, segundo o pai.
O caso envolve acusações de homicídio qualificado, com relatos de laceração hepática e hemorragia interna em Henry. Estudos periciais são centrais para a acusação, enquanto a defesa questiona provas e laudos, segundo a visão de Leniel.
Impacto e contexto
A retomada ocorre em maio, mês marcado pela campanha Maio Laranja, que combate violência contra crianças. A família Borel ressalta a importância de uma punição exemplar para evitar impunidade e servir de alerta a agressões contra menores.
Leniel comenta que Henry deixou um legado na legislação de proteção à infância, citando a Lei Henry Borel, criada para ampliar medidas protetivas. Ele afirma que a luta continua para ampliar a proteção de crianças em situação de risco.
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