- O júri do caso Henry Borel recomeça nesta segunda-feira, 25, com Jairinho e Monique Medeiros being julgados por homicídio duplamente qualificado.
- Serão ouvidas vinte e seis testemunhas, e acusação e defesas poderão apresentar suas versões; o veredicto só sairá ao final dos depoimentos e argumentos.
- O julgamento foi adiado após a defesa de Jairinho abandonar o plenário; o pai do menino teme que a manobra se repita.
- Leniel Borel, pai da criança, cobra rapidez e diz que o sistema judiciário o vitimiza diariamente, sem tolerar novos atrasos.
- Henry Borel morreu aos quatro anos em março de dois mil e vinte e um, no apartamento de Jairinho e Monique, na Barra da Tijuca.
O júri do caso Henry Borel recomeça nesta segunda-feira, 25. Jairinho, padrasto da criança, e a mãe Monique Medeiros serão julgados por homicídio duplamente qualificado. Serão ouvidas 26 testemunhas, com as alegações de defesa e acusação em pauta. O veredito só sai ao fim dos depoimentos.
O julgamento foi adiado após os advogados de Jairinho abandonarem o plenário, em março. O pai do menino, Leniel Borel, teme que a tática se repita, argumentando que a demora prejudica a busca por justiça e reforça a revitimização da família.
A investigação aponta que Henry, com quatro anos, morreu em março de 2021 em apartamento no Rio de Janeiro, onde morava com Jairinho e Monique. O caso ganhou notoriedade pelo envolvimento de familiares na história.
Panorama do caso
Leniel Borel falou em entrevista sobre a possibilidade de nova interrupção do júri. Ele afirmou que a defesa pode mercê da agenda para retardar o veredito, ressaltando que a transferência para um presídio pode ser possível caso haja condenação.
Segundo ele, o STF já determinou celeridade, e o Judiciário precisa assegurar o andamento do processo. O pai do garoto relatou que a decisão de abandonar o júri seria um desrespeito à memória da vítima e à justiça.
O pai também afirmou que, se a defesa desistir novamente, o júri deve seguir com a participação da defesa da mãe, para evitar novas privações de funcionamento. Ele pediu que haja firmeza na condução do tribunal.
Expectativas e desdobramentos
A entrevista citou a viabilidade de novas declarações de Monique Medeiros, que está presa. Segundo Leniel, há várias versões apresentadas pela mãe ao longo do caso, sem que uma versão verdadeira tenha sido revelada.
O pai declarou que não espera confissão, mas que as mudanças de versão dificultam a percepção dos fatos. Ele acrescentou que a memória do filho sustenta sua cobrança por justiça.
Leniel enfatizou que o objetivo é responsabilizar os envolvidos pela morte de Henry, mantendo o foco nos fatos e na busca por uma condenação adequada. O desfecho depende dos depoimentos e das contestações apresentadas durante o júri.
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