- A Polícia Federal enviou ao ministro André Mendonça um ofício dizendo que a mudança no comando da investigação sobre as fraudes do INSS foi apenas burocrática e não interfere na condução dos trabalhos.
- A alteração ocorreu após mudanças nas áreas que apuram fraudes do INSS, com a realocação da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores.
- O delegado Guilherme Figueiredo Silva passou pela mudança; ele não era o chefe direto da investigação, mas tem visão geral dos inquéritos sobre o tema.
- Mendonça, relator do caso no STF, demonstrou irritação e chegou a pedir explicações; o ofício foi enviado antes de reunião com os investigadores.
- A oposição afirma que a mudança pode ter objetivo de blindar o filho do presidente; a PF afirma que houve reforço da equipe e continuidade dos trabalhos.
Após mudanças nas áreas que investigam fraudes do INSS, a Polícia Federal enviou um ofício ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, explicando que a alteração foi de natureza burocrática e não altera a condução das apurações.
A PF informou que os delegados que atuam no tema permanecem no caso e que houve apenas realocação dentro da estrutura da Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores. A cúpula afirma que houve reforço da equipe.
O ofício foi enviado antes da reunião de Mendonça com os investigadores. O ministro já havia manifestado irritação e demonstrado a intenção de apurar o real motivo das mudanças.
A mudança repercutiu entre a oposição, que vê a medida como tentativa de blindar o filho do presidente, o Lulinha, ligado ao esquema do INSS. O caso envolve Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado em relação a um lobista.
Segundo a PF, a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários foi realocada sob a guarda da Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, mantendo a atuação dos investigadores com foro privilegiado.
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