- O Ministério Público do Trabalho entrou com ação na Justiça para proibir o registro de produtos com glifosato no Brasil, solicitando o bloqueio de autorizações de produção, exportação, importação, comercialização e uso do ingrediente ativo e seus compostos.
- A ação foi protocolada em 23 de maio de 2026 e aponta riscos à vida humana, à saúde ocupacional e ao ambiente de trabalho.
- Procuradores mencionam estudos retirados e apontam possíveis resíduos da substância na água potável como ameaça à saúde.
- O glifosato foi classificado pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer como provavelmente cancerígeno para humanos, em 2015, o que pode impactar empresas, como a Bayer, que atuam com o herbicida.
- Não é a primeira mobilização desse tipo no Brasil; em 2023 houve pedido para proibir o uso de atrazina, e a Anvisa não se manifestou até o momento desta reportagem.
O Ministério Público do Trabalho protocolou uma ação contra a Anvisa e o governo para proibir o registro de produtos com glifosato no Brasil. O pedido foi apresentado na sexta, 23 de maio de 2026. O herbicida é amplamente utilizado pelo agronegócio brasileiro.
A ação solicita o bloqueio de autorizações para produção, exportação, importação, comercialização e uso do ingrediente ativo e de seus compostos. Os procuradores citam riscos à vida humana, à saúde ocupacional e ao ambiente de trabalho.
Os procuradores mencionam que um estudo retratado recentemente foi utilizado como referência por agências reguladoras ao redor do mundo para permitir o registro e a venda do glifosato. A retratação ocorreu por potenciais conflitos de interesse dos autores.
A peça também aponta estudos que indicam resíduos da substância na água potável como ameaça à saúde humana, sobretudo em contextos de uso em larga escala.
O glifosato é classificado pela Organização Internacional de Pesquisa sobre o Câncer como provavelmente cancerígeno para humanos desde 2015, conforme a IARC.
O processo pode impactar empresas químicas que atuam no Brasil, incluindo a Bayer, que detém o herbicida Roundup amplamente utilizado em plantações desde a expiração da patente, em 2000.
Trata-se, segundo o Ministério Público, de uma questão de saúde pública que requer avaliação de riscos por autoridades competentes diante de alertas internacionais.
Essa não é a primeira ação do tipo no país: em 2023 houve pedido para proibir o uso da atrazina em pesticidas, sem decisão final até o momento.
O Poder360 acionou a Anvisa para solicitar manifestação sobre a ação; até a publicação, não houve resposta. O jornal mantém acompanhamento para eventuais esclarecimentos oficiais.
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