- Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro no PL, passa a enfrentar resistência de correligionários insatisfeitos com a condução dos trabalhos.
- O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, foi informado de reclamações de deputies e senadores que apoiam Flávio e sentem dificuldade de acesso às agendas e de acompanhar as orientações da campanha.
- Internamente, o senador tem o apelido de “CEO da campanha” por centralizar decisões e ampliar as pressões para deixar o cargo.
- A discórdia ocorre em meio a debates sobre o fim da escala 6×1 no Congresso, nos quais Marinho foi decisivo para definir o posicionamento bolsonarista.
- No PL, observa-se um esforço para tornar a coordenação mais dura, em contraste com a tentativa de Flávio de apresentar discurso mais maleável e de ampliar palanques estaduais; o parlamentar não respondeu aos contatos.
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro no PL, Rogério Marinho, enfrenta resistência de correligionários que integram a base de apoio ao deputado no Senado. As críticas apontam centralização de decisões e falta de espaço para agendas dos parlamentares.
De acordo com participantes do partido, o assédio interno já chegou ao presidente nacional Valdemar Costa Neto. Eles afirmam que têm dificuldade de acompanhar as atividades com o filho do ex-presidente, além de não ter acesso antecipado às agendas.
Marinho ficou conhecido entre bolsonaristas pela expressão “CEO da campanha”, em razão de ter traçado posições firmes nos debates. A cobrança interna passa a questionar esse modelo de liderança e a forma de condução das estratégias.
No PL, a discussão sobre o endurecimento da coordenação de campanha acontece num momento em que Flávio Bolsonaro tenta se apresentar como mais flexível em alguns discursos e precisa manter palcos estaduais ativos.
Segundo interlocutores, a mudança de tom de Flávio estaria ligada à necessidade de ampliar a adesão em diferentes estados. Procurado, o parlamentar não respondeu aos contatos feitos pela reportagem.
Entre na conversa da comunidade