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Secretário pretende controlar 80% das lideranças em 138 presídios estaduais

Secretário nacional de Políticas Penais afirma que programa mira controlar 80% das lideranças criminosas; 138 presídios adotarão protocolos e ações nacionais

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  • O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, disse que o programa Padrão Segurança Máxima busca controlar oitenta por cento das lideranças criminosas do país.
  • 138 presídios estaduais devem adotar protocolos inspirados no sistema penitenciário federal, com uso de geo-radar, mais videomonitoramento e reforço de controles internos.
  • Em pouco mais de quatro dias, foram apreendidos quase setecentos celulares em unidades estratégicas, durante as ações Modo Avião e Multi.
  • A meta é realizar duas operações nacionais desse porte por mês, com atuação de mais de quatro mil policiais penais.
  • A superlotação é apontada como desafio do sistema, com cerca de setecentos e vinte e sete mil presos contra duzentas e vinte mil vagas.

O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, concedeu entrevista ao JR ENTREVISTA nesta quarta-feira (22). Ele comentou ações do governo federal para enfrentar o crime organizado nos presídios, ampliar o controle sobre lideranças criminosas e impedir a comunicação entre facções dentro das cadeias.

A meta do programa Padrão Segurança Máxima, anunciado pela Senappen, é controlar 80% das lideranças criminosas locais e regionais. Serão adotados protocolos de segurança em 138 presídios estaduais inspirados no sistema federal, com doação de equipamentos como geo-radar e maior videomonitoramento.

As operações Modo Avião e Multi, vinculadas ao Brasil contra o Crime Organizado, foram detalhadas pelo secretário. Utilizam varredura de celulares para retirar aparelhos das celas. Na semana anterior, mais de 4.000 policiais penais atuaram nas unidades consideradas prioritárias, com apreensão de quase 700 celulares em pouco mais de quatro dias.

Garcia afirma que a política pública prevê duas operações nacionais desse porte por mês. Além da retirada de aparelhos, as ações visam reduzir a atuação criminosa fora dos presídios, segundo ele.

Entre os problemas apontados, o secretário citou falhas estruturais, falta de equipamentos, ausência de protocolos adequados e corrupção interna. O governo tem investido na doação de scanners corporais, de raio X e na capacitação de policiais penais estaduais.

Outro gargalo destacado é a superlotação do sistema prisional. O país registra cerca de 727 mil presos, com déficit de aproximadamente 220 mil vagas. Segundo Garcia, esse quadro dificulta controle, vigilância e revistas dentro das unidades.

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