- Sergio Moro é pré-candidato ao governo do Paraná pelo PL e vê o estado como modelo para o país, buscando excelência em saúde, educação e crescimento econômico baseado em tecnologia.
- Propõe a criação de uma Agência Estadual Anticorrorrupção com mandato para o diretor e autonomia para prevenção e combate a desvios, mantendo foco na integridade local.
- Critica vazamentos seletivos de investigações e defende que todos os citados sejam investigados; comenta episódio envolvendo a Copel e o financiamento ligado ao Banco Master.
- Defende privatizações quando bem planejadas, analisa a privatização da Copel e de a Celepar com cautela, ressaltando necessidade de proteção de dados e fiscalização eficaz.
- Sobre o STF, aponta a necessidade de mudanças institucionais, como mandato de tempo determinado e fim do foro, afirmando que não houve acordo para o STF; não pretende conciliar ser presidente, mas governar o Paraná.
Com foco em tecnologia, segurança pública e gestão técnica, o pré-candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro, defende que ao fortalecer órgãos de controle e incentivar inovação no agronegócio e na indústria, o estado pode virar modelo de excelência para o país.
Em entrevista à Gazeta do Povo, Moro rebate críticas sobre sua trajetória, comenta críticas à atuação da Copel e sustenta a criação de uma Agência Estadual Anticorrorrupção, com autonomia para prevenir e combater fraudes. Também aborda aliados, mudanças no STF e temas nacionais relevantes.
Questionado sobre o escândalo envolvendo o Banco Master, Moro defende que todos os citados sejam investigados e critica vazamentos seletivos de informações, alegando ter atuado para ampliar sigilo quando havia necessidade de segurança das apurações.
Objetivos para o Paraná
Moro afirmou que pretende transformar o Paraná em referência nacional, priorizando liberdades, direito de propriedade e combate à corrupção. O objetivo é chegar à liderança em saúde, educação e crescimento econômico baseado em tecnologia.
Para debater governança, o pré-candidato defende a criação de uma Agência Estadual Anticorrupção, com mandato para o diretor e independência institucional, para evitar pressão política e robustecer a prevenção de desvios.
A agenda local também Inclui apropriar-se de investimentos em tecnologia, data centers e inovação, mantendo o agro como pilar da prosperidade e buscando melhoria de fornecimento de energia, especialmente no interior.
Sobre privatizações e regulação
Ao tratar privatizações, Moro sustenta visão liberal de mercado, ressaltando que é preciso avaliar cada caso. Questionado sobre a Celepar, ele defende estudo aprofundado para evitar prejuízos a dados dos paranaenses, optando pela privatização apenas quando for eficaz e seguro.
Sobre a Copel, o candidato reconhece falhas no atendimento ao consumidor e cobra fiscalização mais rigorosa, ressaltando que privatização não pode derrubar padrões de qualidade nem responsabilidade com perdas de produtores.
Relações políticas e STF
Moro evita julgar colegas de bancada e ressalta a necessidade de uma bancada firme para defender o Paraná em Brasília. Sobre o STF, defende mudanças institucionais, incluindo mandato de tempo determinado para ministros e redução de foro privilegiado.
O ex-juiz afirma que não houve acordo para ocupar o STF e afirma que seu foco é governar o Paraná com base em princípios, reconhecendo que o caminho político exige diálogo e responsabilidade.
Reflexões sobre Lava Jato e futuro
O pré-candidato vê avanços no combate à corrupção, mas aponta retrocessos por decisões que teriam anulado condenações de casos de grande repercussão. Mora avalia que o país precisa retomar agenda anticorrupção, iniciando pelo Paraná.
Quanto ao futuro, Moro diz não pensar em presidência a curto prazo, mantendo o objetivo de governar o Paraná de forma eficaz, com foco no bem-estar da população e na continuidade de seu projeto técnico.
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