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STF mantém condenação de envolvidos no caso Marielle Franco

STF mantém condenações por mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes; réus seguem presos, com exceção de João Brazão em prisão domiciliar

Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro (RJ) pelo PSol. Ela foi morta pelo miliciano Ronnie Lessa, apontado como "psicopata" em depoimento de delegado.
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  • STF, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes, mantém as condenações dos envolvidos nos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, ocorridos em 2018 no Rio de Janeiro.
  • Domingos Inácio Brazão e João Francisco Inácio Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de reclusão e 200 dias-multa, pela morte de Marielle e Anderson, além da tentativa de homicídio de Fernanda Gonçalves Chaves e por integrar organização criminosa.
  • Ronald Paulo de Alves Pereira recebeu 56 anos de reclusão em regime inicial fechado, pela morte de Marielle e Anderson, e pela tentativa de homicídio de Fernanda Gonçalves Chaves.
  • Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior foi condenado por corrupção passiva e obstrução à justiça, com pena de prisão e indenização de R$ 7 milhões.
  • Robson Calixto Fonseca foi condenado a 9 anos de reclusão e 200 dias-multa, por integrar organização criminosa; as prisões preventivas de Brazão, Ronald Paulo, Rivaldo Barbosa e Robson Calixto foram mantidas, enquanto João Brazão ficará em prisão domiciliar até o início do cumprimento da pena.

O Supremo Tribunal Federal manteve as condenações de envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em 2018 no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada pela Primeira Turma, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, na Ação Penal 2.434/RJ.

Os réus foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e integração a organização criminosa. Domingos Inácio Brazão e João Francisco Inácio Brazão receberam penas de 76 anos e 3 meses de reclusão, mais 200 dias-multa. Ronald Paulo Alves Pereira teve 56 anos de prisão em regime inicial fechado.

Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior foi condenado por corrupção passiva e obstrução à justiça, com indenização de R$ 7 milhões. Robson Calixto Fonseca recebeu 9 anos de reclusão e 200 dias-multa, pela participação na organização criminosa. Prisões preventivas de Domingos Brazão, Ronald Paulo, Rivaldo Barbosa e Robson Calixto foram mantidas; João Brazão permanece em prisão domiciliar até o cumprimento da pena.

Caso Marielle Franco

Em 14 de março de 2018, Marielle Franco saía de um evento no centro do Rio, quando o carro em que estava foi atingido por tiros; Anderson Gomes morreu no local e Fernanda Chaves sobreviveu. A PGR sustenta que o crime teve motivação ligada a disputas fundiárias na Zona Oeste e à atuação de milícias.

A acusação afirma que os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa integravam organização criminosa voltada a atividades imobiliárias ilegais e ao controle de redutos eleitorais. O vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand Filho disse que a atuação política de Marielle contrariava os interesses do grupo, com motivação torpe e promessa de recompensa.

Fonte: informações oficiais do STF e da PGR.

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