- Polícia da tropa de choque invadiu a sede do CHP, principal partido de oposição da Turquia, em Ancara, no domingo, 24 de maio de 2026, com gás lacrimogêneo e balas de borracha.
- A ação ocorreu após decisão judicial que destituiu Özgür Özel da presidência do CHP, determinando que Kemal Kilicdaroglu retomasse o comando da legenda.
- O governo nega interferência no Judiciário; a oposição vê golpe judicial e classifica a medida como parte de uma escalada contra o CHP.
- Özel e seus aliados permaneceram dentro da sede; o advogado de Kilicdaroglu pediu apoio policial para desocupar o prédio, e o governador de Ancara ordenou a expulsão de quem ainda estava lá.
- O episódio ocorre em meio a investigações contra mais de treze integrantes do CHP e à prisão do prefeito de Istambul, Ekrem İmamoğlu, considerado figura-chave para as eleições de 2028.
A polícia turca invadiu a sede do principal partido de oposição do país, o CHP, em Ancara, após decisão judicial que destituiu a liderança da legenda. A operação aconteceu no domingo, 24 de maio de 2026, com uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra apoiadores presentes na área externa.
Centenas de agentes da tropa de choque entraram no edifício, enquanto manifestantes reagiam com gritos e arremessos de objetos. Não foram registradas feridas até o momento, segundo relatos iniciais das autoridades locais.
A crise política na Turquia tem raízes na decisão tomada na quinta-feira anterior, 21 de maio, que afastou Özgür Özel da presidência do CHP, cargo ocupado desde novembro de 2023. A corte determinou que o ex-líder Kemal Kilicdaroglu assuma novamente a direção da sigla.
Özel consolidou apoio ao redor da sede, orientando aliados a permanecer no local e rejeitar a autoridade da nova gestão indicada pelo tribunal. O governador de Ancara ordenou a remoção de quem ainda ocupava o interior do prédio.
Para os críticos, a ação judicial é vista como parte de uma ofensiva política contra o CHP, que viu avanços eleitorais significativos em 2024 sob Özel, especialmente em municípios antes dominados pela coalizão governista. O governo nega interferência no Judiciário e sustenta a independência dos tribunais.
Antes da invasão, Özel descreveu a decisão como um golpe judicial e afirmou que não abriria mão do comando. Em vídeos, ele afirmou que o CHP estaria presente nas ruas e no Parlamento, fortalecendo a atuação da sigla.
O episódio ocorre em meio a tensões judiciais envolvendo outros membros do CHP e à prisão do prefeito de Istambul, Ekrem İmamoğlu, visto por muitos como potencial rival de Erdoğan nas eleições de 2028. A situação acarreta incerteza sobre o rumo político do país.
Entre na conversa da comunidade