- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a países de maioria muçulmana que normalizem relações com Israel como parte de um acordo com o Irã.
- Entre os citados estão Arábia Saudita, Catar e Paquistão, além de Turquia, Egito e Jordânia, conforme a mensagem dele.
- Trump mencionou que os Acordos de Abraão, firmados em 2020, deveriam ser assinados por esses países para fortalecer o pacto com o Irã.
- Os acordos sofrem resistência na região, especialmente por questões palestinas e após a guerra em Gaza, em outubro de 2023.
- O ex-presidente escreveu que quem não aderir não deveria fazer parte do acordo, apontando início com Arábia Saudita e Catar.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a países de maioria muçulmana que normalizem as relações com Israel como parte de um possível acordo envolvendo o Irã. Entre os países citados estão a Arábia Saudita, o Catar e o Paquistão. A solicitação foi feita em uma mensagem publicada no sábado, em redes sociais, na qual Trump mencionou conversas com seus líderes sobre facilitar o fim do conflito no Oriente Médio.
Ele listou ainda Turquia, Egito e Jordânia como outros países a considerar a medida, afirmando que o trabalho conjunto dos EUA para resolver o conflito deveria levar esses blocos a assinar os Acordos de Abraão. Segundo o ex-presidente, tais tratados de 2020 criaram laços diplomáticos entre Israel e outros países da região sob mediação americana.
Os Acordos de Abraão, assinados em 2020, visaram normalizar relações entre Israel e Emirados Árabes, Bahrein, Marrocos e Sudão. Contudo, a viabilidade política entre alguns aliados regionais tem enfrentado resistência, especialmente entre membros da população local, que não veem avanços no processo de paz com os palestinos.
Contexto histórico e reação regional
A resistência à normalização permanece presente entre várias linhas políticas da região. A percepção pública é impactada pela ausência de progressos no conflito palestino-israelense. O aumento da atividade de colonos na Cisjordânia e os acontecimentos recentes na Faixa de Gaza contribuíram para o ceticismo de certos governos contratantes com a proposta de acordos que envolvam o Irã.
Segundo analistas, o papel dos Acordos de Abraão permanece como uma peça diplomática importante, mas sujeitos a mudanças políticas internas. A avaliação sobre a viabilidade de novos signatários varia conforme o alinhamento estratégico de cada país com Washington e com as dinâmicas regionais.
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