- Um turista argentino, de sessenta e três anos, foi preso em flagrante por racismo contra uma criança de sete anos durante passeio de Maria Fumaça entre São João del-Rei e Tiradentes, em Minas Gerais.
- Ele fotografava o menino negro, enviava as imagens por aplicativo e fazia comentários discriminatórios, incluindo a frase em espanhol “Se lo puedo llevar de esclavo” (“Posso levá-lo como escravo”).
- O episódio ocorreu na manhã de 24 de maio, quando passageiros alertaram a mãe da criança sobre a atitude do turista.
- O homem foi contido pelos passageiros e pela equipe de segurança, levado à Polícia Civil em São João del-Rei, com o celular apreendido para perícia.
- A prisão em flagrante foi ratificada; ele permanece à disposição da Justiça. A ocorrência tramita com base no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, com agravante pelo compartilhamento do conteúdo em grupos digitais. A empresa responsável pela Maria Fumaça informou repúdio ao racismo e colaboração com as authorities.
Um turista argentino de 63 anos foi preso em flagrante suspeito de racismo contra uma criança de 7 anos durante passeio de Maria Fumaça entre São João del-Rei e Tiradentes, em Minas Gerais. O crime ocorreu na manhã de domingo (24/5) e envolve registro de imagens do garoto negro com mensagens discriminatórias.
Segundo relatos, o homem fotografava e filmava a criança durante a viagem, enviando as imagens em conversas via aplicativo com comentários ofensivos. Uma frase em espanhol, traduzida como “Posso levar ele como escravo”, foi identificada entre as mensagens.
A família da criança viajava com a mãe, avó, tia, padrasto, mãe e prima para celebrar o aniversário da mãe. Uma passageira percebeu a atitude do turista e informou a mãe sobre as imagens capturadas no trem.
Ao ser confrontado, o argentino negou inicialmente que estivesse fotografando, resistiu a mostrar o celular e depois desbloqueou o aparelho. A mãe registrou a tela com fotos do conteúdo das mensagens.
O grupo contido no trem foi entregue à polícia pela equipe de segurança. O suspeito, junto com a mãe da criança, foi levado para a delegacia de São João del-Rei. O celular foi apreendido para perícia.
A prisão em flagrante foi ratificada pela Polícia Civil de Minas Gerais, que encaminhou o argentino ao sistema prisional. O caso é apurado com base no crime de preconceito previsto na Lei 7.716/1989, com agravante pelo compartilhamento online.
A empresa responsável pela Maria Fumaça, a VLI, informou que repudia toda forma de discriminação e que acionou a polícia imediatamente após tomar conhecimento do episódio. A empresa permanece à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.
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