- O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas, Romeu Zema, criticou o senador Flávio Bolsonaro por dizer que indicaria o irmão Eduardo Bolsonaro para o Ministério das Relações Exteriores.
- Zema chamou a declaração de “extremamente infeliz” e disse que prefere pessoas com carreira e competência, não parentes, em cargos públicos.
- O comentário foi feito durante participação em encontro de presidenciáveis promovido pela Amcham Brasil; ele acusou pré-candidatos de encontros com Daniel Vorcaro.
- Zema também criticou a relação do Brasil com o context ocidental, defendendo maior alinhamento com os Estados Unidos, que, segundo ele, seria parceiro comercial há muito tempo relevante.
- O mineiro já havia criticado Eduardo Bolsonaro por conta do tarifaço de Donald Trump, com a primeira crítica ocorrendo em 21 de julho de 2025 e ganhando tom mais firme em 13 de maio de 2026 após vazamento de áudios.
O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou nesta segunda-feira 25 o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por afirmar que indicaria o irmão Eduardo Bolsonaro para o Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo.
A declaração ocorreu durante um encontro de presidenciáveis promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), no qual Zema não citou nomes, mas mencionou críticas a candidaturas com base em relações familiares e ligações com empresários. Ele também comentou a proximidade de figuras com o empresário Daniel Vorcaro.
Ao longo de sua fala, Zema afirmou que prefere candidatos com carreira e competência, afirmando que parentesco não deve definir indicações para cargos públicos. A critique vem no contexto de outros ataques do mineiro a Flávio Bolsonaro, especialmente após vazamentos envolvendo Vorcaro.
Contexto e desdobramentos
Zema já havia endurecido o tom contra Flávio Bolsonaro desde maio, com declarações públicas em agendas políticas. A polêmica ganhou dimensão após um áudio vazado envolvendo o senador e Vorcaro, empresário ligado ao setor financeiro, segundo o próprio ex-governador.
O governador também enfatizou que o Brasil precisa se inserir mais no contexto ocidental e manter maior alinhamento com os Estados Unidos, apontando que a relação comercial histórica do país com o parceiro americano sofreu impactos nos últimos anos. A menção envolve o tema de alinhamento externo sem citar nomes específicos.
Zema relacionou, ainda, críticas a ações econômicas recentes, sugerindo que medidas de retaliação poderiam ter contribuído para tensões externas. A referência ocorreu no contexto da conversa sobre políticas públicas e relações internacionais, sem indicar medidas concretas adotadas por terceiros.
A trajetória de Zema neste debate remete a críticas anteriores, incluindo comentários feitos em julho de 2025 sobre o tarifaço promovido durante o governo de Donald Trump, que ele associou a impactos na percepção externa do Brasil. O tema foi citado como pano de fundo para a disputa interna entre pré-candidatos.
Entre na conversa da comunidade