- A PEC que reduz a jornada de até quarenta horas semanais com dois dias de descanso deve chegar ao plenário da Câmara nesta semana e ao Senado nos dias seguintes.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não se posicionou sobre a matéria; aliados esperam despacho rápido, enquanto a oposição defende alongar o rito.
- O Planalto considera a PEC prioritária e tem acelerado aproximações com Hugo Motta para agilizar a tramitação.
- Motta afirmou que buscará interlocução com Alcolumbre e que não se deve levar para o pessoal dificuldades ocorridas, privilegiando votações.
- Empresários e sindicatos patronais pediram mais tempo de discussão e a criação de uma comissão especial para a proposta, criticando a condução atual.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que redefine a jornada de trabalho deve chegar ao plenário da Câmara nesta semana e, em seguida, ao Senado. A medida, que reduz a carga horária para 40 horas semanais com dois dias de descanso, já mexe com o ambiente político.
A expectativa é de tramitação rápida na Câmara, conforme aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que admite definir o rito sem atraso. Já a oposição defende alongar o processo para uma discussão mais ampla.
Alcolumbre evita se posicionar publicamente sobre a PEC, citando a necessidade de contexto no Senado. O Planalto tem como prioridade a pauta, buscando avançar com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, e ampliar a base de apoio no Congresso.
O que diz o relatório da PEC
- Teto de 40 horas semanais e dois dias de descanso, com um deles preferencialmente aos domingos.
- Redução horária ocorre em duas etapas após promulgação.
- Não há redução salarial nem remuneração proporcional pela nova carga.
- Acordos coletivos ficam sujeitos a permissão para casos específicos.
- Empregados com remuneração mensal acima de 2,5 vezes o teto do INSS ficam fora das regras.
- Contratos públicos dependentes de mão de obra serão ajustados em até 12 meses.
- Lei complementar poderá tratar de medidas para MEIs e pequenas empresas, como teto ampliado e contratação de mais de um funcionário.
Reações e agenda de tramitação
Hugo Motta afirmou que buscará diálogo com Alcolumbre para superar entraves. Em entrevista, Motta defende a importância de tratar o tema de forma objetiva, sem vínculos pessoais.
Na sequência, o Senado recebeu representantes do setor produtivo. Sindicatos patronais cobraram mais tempo de discussão e pediram a instalação de uma comissão especial, o que ampliaria a tramitação. A oposição também participou, defendendo maior deliberação sobre a proposta.
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