- Bolsonaristas do PL-RJ avaliam fazer um “strike” na chapa da direita no Rio, incluindo a troca do pré-candidato ao governo, Douglas Ruas, para tornar a oposição minimamente competitiva.
- Entre as opções estão manter nomes ligados ao desempenho do PL e realocar para o Senado, com Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy e Carlos Portinho entre os cotados.
- Cláudio Castro está praticamente descartado para o Senado, passando por inelegibilidade até 2030 e por ter sido alvo de operação da Polícia Federal.
- A segunda vaga ao Senado fica com Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e presidente estadual do União Brasil, cuja candidatura é considerada frágil por investigações em sigilo.
- Politicamente, há expectativa de montar uma chapa puro-sangue mais competitiva até outubro, compensando a possível fragilidade de nomes atuais e buscando apoio de prefeitos fora da capital.
A pressão sobre a chapa do PL no Rio de Janeiro ganhou contornos de strike após operações da Polícia Federal que atingem aliados do senador Flávio Bolsonaro. Bolsonaristas discutem trocar o pré-candidato ao governo, hoje Douglas Ruas, para tornar a aliança mais competitiva.
Segundo interlocutores próximos ao movimento, Ruas, atual presidente da Alerj, estaria mais preocupado com ações judiciais do que com a campanha. A leitura é de que Paes, adversário de Ruas, pode evoluir na disputa, ampliando o risco para aliados da família Bolsonaro.
A ideia é reduzir a influência de Ruas na campanha e abrir espaço para nomes com maior apoio de prefeitos e caciques regionais. Há quem defenda manter a candidatura ao governo apenas com maior alinhamento com o perfil da base bolsonarista.
Reconfiguração da chapa
A possibilidade de Ruas abrir espaço para outro nome aponta para uma mudança na composição da chapa do PL no Rio, inclusive na corrida ao governo. Em pauta está a substituição de candidaturas para fortalecer a tecla de oposição a Eduardo Paes.
O PL avalia ainda quem pode ocupar a vaga ao Senado antes ocupada por Cláudio Castro. O ex-governador já foi considerado inelegível até 2030 e alvo de PF, o que complica o cenário. Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy aparecem entre os cotados.
Cenário atual para o Senado
A segunda vaga ao Senado, na chapa da direita, está com o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, atual presidente estadual do União Brasil. Aliados veem o cenário como instável, citando investigações sigilosas como fator de fragilidade.
Políticos fluminenses apontam que Canella e o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, podem não se manter na chapa até outubro. A avaliação é de que um formato puro-sangue ao Senado pode ser mais competitivo para o pleito.
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