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Castro negou explicar caso Master ao Senado; dias depois, alvo de operações PF

Caso Master: a um mês de novas operações da Polícia Federal, Castro não explica à CPI; PF mira aportes de R$ 3 bilhões da Rioprevidência ao Master

Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro
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  • Um mês antes de ser alvo de duas operações da Polícia Federal, Cláudio Castro recusou explicar o caso Master à CPI do Crime Organizado no Senado.
  • Nos últimos onze dias, a PF cumpriu duas buscas contra o ex-governador, sendo a mais recente em 26, mirando aportes de R$ 3 bilhões da Rioprevidência ao Master.
  • Dos R$ 3 bilhões, R$ 1 bilhão foi aplicado diretamente em letras financeiras do Master, investimento considerado de alto risco e não coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito.
  • A CPI pretendia questionar Castro sobre uma viagem dele num avião da Prime, ligada ao dono do Master, Daniel Vorcaro; ele viajou ao Peru com familiares para a final da Libertadores em novembro.
  • Em 15, a PF já havia ido à residência de Castro na Operação Sem Refino; ele é investigado por ligações entre o governo dele e o Grupo Refit, apontado pela Receita Federal como o maior sonegador do país.

Um mês antes de ser alvo de duas operações da Polícia Federal, o ex-governador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado pelo PL, Cláudio Castro, recusou explicar o caso Master à CPI do Crime Organizado no Senado. A defesa não deu resposta aos chamados oficiais.

Em abril, Castro alegou dores intensas na região lombar para driblar a convocação. Nos últimos 11 dias, a PF já cumpriu duas buscas contra o ex-governador, a mais recente ocorrida nesta terça-feira, 26, no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação envolve aportes de 3 bilhões de reais da Rioprevidência ao Banco Master.

Operações da PF

Segundo as apurações, os recursos transferidos apresentam detalhamento de investimentos, incluindo 1 bilhão aplicado diretamente em letras financeiras do Master. O tipo de investimento foi considerado de alto risco e não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Entre os temas questionados pela CPI estavam viagens de Castro em avião da Prime, ligada ao dono do Master, Daniel Vorcaro. Em novembro, ele viajou ao Peru com familiares para assistir à final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras.

Nesta terça, a PF também executou mandados na residência do ex-governador no Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a relação entre o governo de Castro e o Grupo Refit, apontado pela Receita Federal como o maior sonegador de impostos do país.

Conforme o andamento das investigações, a primeira operação ocorreu no dia 15 deste mês, durante a Operação Sem Refino, quando o delegado investiga ligações entre o governo fluminense e o Grupo Refit. Castro permanece como investigado nos casos ligados ao Master e ao Refit.

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