- Empresários se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar adiar a análise da PEC que trata da redução da escala 6×1, citando interesse eleitoral.
- O relatório já foi lido na comissão especial, e os líderes dizem que Alcolumbre ouviu seus argumentos; afirmam que a discussão deve ficar para depois das eleições.
- Participaram cerca de 30 lideranças de indústria e agronegócio, incluindo Paulo Skaf, da Fiesp, e Ricardo Alban, da CNI; as entidades representam 24 milhões de empregos e 49,6% do PIB.
- A Câmara busca votar ainda nesta semana, com pedido de vista na comissão especial; o plano é emendar comissão e plenário no mesmo dia, enquanto o Senado precisa de dois turnos.
- O texto prevê reduzir a jornada de 44 para 42 horas semanais em sessenta dias e chegar a 40 horas após doze meses, com negociações por acordos coletivos para categorias com jornadas diferenciadas; acordo entre Lula e Motta desbloqueou o parecer, ainda sem tratativa com Alcolumbre.
Empresários se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar adiar a análise da PEC que promove a redução da jornada 6×1. Eles criticaram a discussão como eleitoreira e pediram prorrogação até o fim do ciclo eleitoral.
O encontro ocorreu após a leitura do relatório na comissão especial da Câmara. Segundo os participantes, Alcolumbre ouviu os argumentos com atenção e manteve a posição de buscar mais tempo para avaliação. A reunião reuniu lideranças setoriais para defender o adiamento.
Participantes e argumentos
Foram 30 representantes de indústria e agricultura, incluindo Paulo Skaf, da Fiesp, e Ricardo Alban, da CNI. Juntas, as entidades afirmam responder por 24 milhões de empregos e quase metade do PIB.
Cronograma e tramitação
Há agenda de votação ainda nesta semana na Câmara, com pedido de vista na comissão especial. O plano é emendar a PEC no mesmo dia e levar ao plenário, acelerando a tramitação rumo ao Senado.
Conteúdo da proposta
O texto prevê redução gradual da jornada: 44 para 42 horas, 60 dias após promulgação, e 40 horas depois de 12 meses. A regra busca manter negociações por acordos coletivos para categorias com jornadas diferenciadas.
Avanço institucional
O presidente da Câmara, Hugo Motta, esteve com o presidente Lula para fechar ajustes finais do parecer. Ainda não houve confirmação de tratativa similar com Alcolumbre.
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