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Júri de ex-distrital acusado de assassinato é remarcado para agosto

Julgamento do ex-distrital Carlos Pereira Xavier, acusado de mandar matar Ewerton Ferreira, é remarcado para 26 de agosto, às 9h, no Tribunal do Júri do Recanto das Emas

Carlos Xavier foi capturado por policiais militares em Brazlândia. Ele estava foragido da polícia por ter mandado matar um adolescente - (crédito: Arquivo/CB/DA Press)
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  • Novo julgamento do ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier foi remarcado para 26 de agosto, às 9h, no Tribunal do Júri do Recanto das Emas, no Distrito Federal.
  • O caso envolve a morte de um adolescente em março de 2004, na região entre Samambaia e Recanto das Emas, com dois tiros na cabeça.
  • A acusação sustenta que o assassinato foi encomendado por motivos ligados ao relacionamento do jovem com a ex-esposa do político; o executor teria sido contratado.
  • Xavier já teve mandato cassado; em 2014 foi condenado a quinze anos de prisão, mas a condenação foi anulada em setembro de 2024 pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que determinou novo julgamento.
  • A decisão foi unânime e ocorreu após declarações de dois policiais civis sobre interferências políticas e econômicas na investigação.

O novo julgamento do ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier, acusado de mandar matar o adolescente Ewerton da Rocha Ferreira, foi remarcado para 26 de agosto, às 9h. A sessão ocorrerá no Tribunal do Júri do Recanto das Emas, no Distrito Federal, e antes estava prevista para esta quarta-feira (27/5).

Ewerton, então com 16 anos, foi morto em março de 2004 com tiros na cabeça após ficar atrás de uma parada de ônibus entre Samambaia e Recanto das Emas. Segundo o MPDFT, o crime teria sido motivado pelo relacionamento do jovem com a ex-esposa do político.

Novo julgamento e decisões judiciais

O caso ganhou notoriedade no DF e resultou na cassação do mandato de Xavier pela Câmara Legislativa. Em 2014, ele foi condenado a 15 anos de prisão pelo Tribunal do Júri. Em setembro de 2024, a Câmara Criminal do TJDFT anulou a condenação e determinou novo julgamento, decisão unânime.

A revisão ocorreu após declarações de dois agentes da Polícia Civil, que teriam indicado interferências políticas e econômicas na investigação. A acusação sustenta que o assassinato foi encomendado, com o executor Leandro Dias Duarte afirmando ter sido contratado para participação no crime.

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