- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, critica a condução da pandemia no governo de Jair Bolsonaro e afirma que parte das mortes poderia ter sido evitada.
- A declaração ocorreu na abertura da exposição “A infinita memória da pandemia: a história da covid-19 por todos nós, brasileiros”, no Shopping Conjunto Nacional, em parceria com OPAS e Unicamp.
- Padilha diz que a mostra homenageia as vítimas e serve para educar as novas gerações sobre o que ocorreu durante a crise sanitária.
- O ministro atribui parte da gravidade à desinformação e à demora na vacinação, citando também o fechamento de leitos de UTI nos hospitais federais do Rio de Janeiro no período mais crítico.
- Ele mencionou a reabertura de uma ala de UTI no Rio, citou o filho do ex-presidente como quem comandava os hospitais federais na época, e destacou ações do governo federal para reestruturar a Fiocruz, investir em vacinas de RNA mensageiro e retomar campanhas de vacinação.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a condução da covid-19 no governo de Jair Bolsonaro e afirmou que parte das mortes poderia ter sido evitada. A fala ocorreu na abertura da exposição A infinita memória da pandemia, no Shopping Conjunto Nacional, em Brasília, nesta terça-feira (26/5).
A mostra é uma ação educativa do Ministério da Saúde, em parceria com a OPAS, a Unicamp e outras instituições, para preservar a memória da pandemia. O espaço reúne esculturas, imagens, relatos e testemunhos sobre os impactos da covid-19 no Brasil.
Padilha explicou que o objetivo é homenagear as vítimas, apresentando seus nomes, idades e estados, e também educar as futuras gerações sobre o ocorrido durante a crise sanitária. O ministro destacou a importância de informar as crianças em espaços educativos.
Negacionismo
O ministro citou o negacionismo e a demora na vacinação como fatores que agravaram a crise sanitária no país. Segundo ele, estudos indicam que metade das mortes poderia ter sido evitada com uma atuação mais rápida na vacinação e na comunicação oficial.
Padilha mencionou, sem detalhar funções, que parte da gestão dos hospitais federais no Rio de Janeiro durante o pico da pandemia estava sob responsabilidade de um integrante da família do ex-presidente, que hoje se apresenta como pré-candidato. A reabertura de leitos foi citada como medida em curso.
Além da crítica à resposta à pandemia, o ministro destacou ações atuais do governo para futuras emergências. Entre elas, a reestruturação da Fundação Oswaldo Cruz, investimentos em plataformas de vacina de RNA mensageiro e a retomada de campanhas de vacinação.
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