- O ministro Alexandre de Moraes encaminhou à PGR um pedido para que se manifeste sobre a abertura de investigação envolvendo Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro em relação ao banqueiro Daniel Vorcaro, para custear atuação nos Estados Unidos, com prazo de cinco dias.
- O pedido foi apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) em ação que envolve Eduardo Bolsonaro por suposta coação no julgamento da trama golpista, que resultou na condenação de Jair Bolsonaro.
- Lindbergh argumenta que o escopo da ação deve se ampliar para apurar possível financiamento do filme Dark Horse, além da atuação de Eduardo nos EUA e do envolvimento de Flávio e Jair Bolsonaro.
- The Intercept Brasil informou que Flávio Bolsonaro pediu a Vorcaro 134 milhões de reais para financiar o filme, sendo cerca de 61 milhões já pagos.
- A Polícia Federal abriu linha de investigação para verificar se os recursos foram desviados para um fundo sediado no Texas, utilizado para custear a permanência de Eduardo no país, com o fundo tendo como agente o escritório Law Offices of Paulo Calixto PLLC.
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste em até cinco dias sobre pedido de abertura de investigação que envolve Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro em relação ao financiamento do filme Dark Horse, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A solicitação partiu do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e mira possíveis vínculos entre os pagamentos e atuação no exterior de Eduardo Bolsonaro.
A ação sustenta que o escopo deve ser ampliado para incluir suposta conexão entre o recurso destinado ao filme e a atividade de Eduardo nos EUA, contemplando ainda Flávio e o ex-presidente. O pedido enfatiza a necessidade de apurar a origem e o destino dos recursos que teriam custeado a produção.
Investigações em curso
O The Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro solicitou a Vorcaro R$ 134 milhões para financiar Dark Horse, inspirado na trajetória do pai. Aproximadamente R$ 61 milhões teriam sido pagos até o momento. O Estadão informou que a Polícia Federal abriu linha de investigação para verificar possível desvio para um fundo sediado no Texas ligado a Eduardo Bolsonaro, usado para custear sua permanência nos EUA.
Segundo apuração do jornal, o fundo teria como agente legal o escritório Law Offices of Paulo Calixto PLLC, sediado em Florida, representando o ex-deputado federal. A PF investiga se recursos foram desviados e se houveram movimentações para facilitar recebimento no exterior, em meio a bloqueios de contas ordenados pelo STF.
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