Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MPF investiga novas empresas cúmplices da ditadura

MPF amplia investigação sobre 13 empresas suspeitas de cumplicidade com a ditadura, visando acordos e novas ações civis públicas

MPF firmou 1º Termo de Ajuste de Conduta (TAC) do gênero acordo em 2020 com a Volkswagen
0:00
Carregando...
0:00
  • O Ministério Público Federal quer investigar novas empresas que possam ter atuado em cumplicidade com a ditadura; atualmente, são treze companhias sob suspeita.
  • O grupo de trabalho Memória, Verdade e Defesa da Democracia atua em diferentes estágios, com possibilidades de acordos ou ações civis públicas, conforme o andamento das investigações.
  • Os nomes das empresas ainda não foram divulgados, pois as negociações seguem em andamento; a meta é ampliar a abertura de processos contra mais grupos empresariais.
  • A “segunda onda” de acordos veio do Termo de Ajuste de Conduta com a Volkswagen, em dois mil e vinte, resultando em duzentos e seis milhões de reais; desse total, cento e seis milhões e oitocentos mil foram destinados a indenizações a ex-funcionários.
  • Ainda nesse desdobramento, quatro milhões e quinhentos mil reais financiaram pesquisas da Universidade Federal de São Paulo sobre a relação entre capital privado e a ditadura, que embasaram o estudo que resultou nas 13 corporações sob análise do MPF.

O Ministério Público Federal (MPF) quer ampliar as apurações sobre participação de empresas na ditadura. Atualmente, 13 companhias estão sob investigação por possíveis violações de direitos humanos. As apurações caminham em estágios distintos.

Segundo o procurador Marlon Weichert, responsável pelo grupo Memória, Verdade e Defesa da Democracia, há diálogo com algumas empresas para acordos e outras para ações civis públicas. O objetivo é ampliar o alcance das investigações.

Weichert afirma que não revela os nomes das empresas em negociação, pois os procedimentos seguem em andamento. A expectativa é reforçar a abertura de novos processos contra grupos que teriam colaborado com o regime.

2ª onda

A 2ª fase envolve desdobramentos do TAC firmado com a Volkswagen em setembro de 2020. O acordo resultou em 36,3 milhões de reais, destinados principalmente a indenizações a ex-funcionários demitidos, presos ou torturados.

Do total, 16,8 milhões foram para indenizações a trabalhadores atingidos pela repressão. Outros 4,5 milhões financing pesquisas sobre a relação entre capital privado e a ditadura, com apoio da Unifesp.

O Caaf da Unifesp coordenou estudos que reuniram provas sobre as 13 empresas sob análise do MPF, com base em documentos e depoimentos coletados. A pesquisa aponta a presença de estruturas de vigilância interna.

Violações e métodos

O projeto liderado pelo professor Edson Teles mapeou violações, como salas de tortura em empresas e ataques a povos originários e comunidades tradicionais. A cumplicidade passava pela criação de listas de trabalhadores ligados a sindicatos.

Teles explica que departamentos internos organizavam fichas com nomes de pessoas perseguidas, com circulação entre firmas e o DOPS. O objetivo era impedir que desafetos obtivessem trabalho e renda.

Para Paulo Abrão, jurista, a prática era sutil e desumana, desmontando projetos de vida das pessoas ao retirar emprego e sustento. A história de famílias atingidas ilustra o impacto econômico e social.

Caso Ivan Seixas

Ivan Seixas, hoje jornalista, relata perseguição que o pai enfrentou após ter sido demitido pela Petrobras. A família migrou do Rio de Janeiro a Porto Alegre para escapar da repressão e da lista de intolerância.

Seixas descreve o estigma social enfrentado pelas mulheres, cuja renda era comprometida pela prisão ou perseguição do marido. A história evidencia o alcance da repressão na vida familiar.

Condição institucional

Para Edson Teles, as investigações ajudam a provar que o regime contou com apoio de grandes empresas para manter o controle político e econômico. O estudo sugere que o capital privado teve papel central nesse modelo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais