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PF aponta alinhamento político entre Castro e Vorcaro para investir no Master

PF aponta alinhamento político entre Castro e Vorcaro para viabilizar aportes de quase R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Banco Master

Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) - Daniel Vorcaro (Foto: Reprodução/Esfera Brasil)
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  • Nesta terça-feira, 26, o governador Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão na oitava fase da Operação Compliance Zero.
  • A Polícia Federal suspeita de alinhamento político entre Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar aportes do Rioprevidência no Banco Master.
  • O Rioprevidência aplicou cerca de R$ 3 bilhões em operações ligadas ao Banco Master, incluindo R$ 970 milhões em letras financeiras emitidas pela instituição.
  • A PF aponta mudanças na diretoria do Rioprevidência e encontros entre Castro e Vorcaro como fatores que teriam facilitado a liberação dos investimentos.
  • Além de Castro, foram cumpridos dez mandados e identificados outros envolvidos, incluindo ex-dirigentes do Rioprevidência; é a segunda ação da PF contra o ex-governador em onze dias.

Na manhã desta terça-feira, 26, a Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero, com mandados de busca e apreensão. O alvo principal foi o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Segundo a PF, houve “alinhamento político” com o banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar aportes do Rioprevidência no Banco Master.

A investigação aponta que as transferências somaram quase 3 bilhões de reais. Parte veio de investimentos em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, parcela de 970 milhões de reais. A apuração envolve ainda aplicações de 2,01 bilhões de reais em fundos ligados ao banco a partir de julho de 2024.

Os agentes cumpriram 10 mandados no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Além de Castro, foram alvo o lobista Ricardo Siqueira Rodrigues, o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de Investimentos Eucherio Lerner Rodrigues, o ex-gerente Pedro Pinheiro Guerra Leal e a ex-gerente Fernanda Pereira da Silva Machado.

A PF afirma que Castro teve encontros frequentes com o controlador do Banco Master, alguns em ambientes privados ou no exterior, custeados pelo banqueiro, coincidindo temporalmente com os aportes. Também aponta mudança na diretoria do Rioprevidência próximo aos investimentos.

A autoridade policial sustenta que o alinhamento político e a nomeação de dirigentes teriam favorecido a liberação de investimentos e a condução de decisões de credenciamento, possivelmente em desacordo com políticas de investimentos e normas regulatórias. O objetivo é esclarecer se houve interferência política nas aplicações.

Entre os investigados, constam ainda dois ex-dirigentes e ex-funcionários do Rioprevidência. A PF aponta sinais de que o envolvimento não se limitou a contatos institucionais, mas teve dimensão pessoal entre Castro e Vorcaro. As defesas ainda não se manifestaram de forma oficial sobre o caso.

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