- A Polícia Federal aponta que aportes do RioPrevidência em letras financeiras do Banco Master dependeram de “alinhamento político” e da relação pessoal entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e Daniel Vorcaro.
- Entre outubro de 2023 e julho de 2024, o RioPrevidência investiu 970 milhões de reais em Letras Financeiras do Master; entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, novos aportes de 2,01 bilhões foram feitos em fundos estruturados pelo Master.
- A PF sustenta que as decisões não teriam critérios técnicos regulares, mas vínculos entre o controlador do Banco Master e autoridades responsáveis pelo RPPS.
- Castro foi alvo de um novo mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira, durante a 8ª fase da operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.
- O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central após o colapso da instituição.
A Polícia Federal aponta que os aportes do RioPrevidência em letras financeiras do Banco Master não partiram de decisões técnicas, mas do que chama de “alinhamento político” e de uma “relação pessoal” entre o ex-governador do RJ Cláudio Castro (PL) e Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição. A informação integra a 8ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira.
Segundo a PF, entre outubro de 2023 e julho de 2024 o RioPrevidência aplicou 970 milhões de reais em Letras Financeiras do Master. Já entre dezembro de 2024 e outubro de 2025 houve novos aportes que somaram 2,01 bilhões de reais em fundos estruturados pelo Master.
A investigação sustenta que decisões de investimento não obedeceriam a critérios técnicos, mas a uma motivação indevida vinculada ao controlador do banco e a autoridades dirigentes do RPPS. Em trechos da decisão, a PF cita conversas que indicariam dependência de alinhamento político para determinados aportes.
Investigações e desdobramentos
Castro foi alvo de novo mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira, durante a fase em curso, que mira aplicações do RioPrevidência em instrumentos emitidos pelo Banco Master. O banco entrou em colapso e foi liquidado pelo Banco Central.
A apuração se volta a identificar eventuais favorecimentos e a relação entre o ex-governador e a instituição, além de esclarecer se houve dano ao patrimônio público dos servidores estaduais. O conteúdo é apurado pela PF e pelas autoridades competentes.
A PF não informou oficialmente novas informações adicionais sobre prazos ou números atualizados até o momento. A reportagem segue acompanhando os desdobramentos da operação e as comunicações oficiais das autoridades.
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