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PF investiga Cláudio Castro operação sobre aportes do Rioprevidência no Master

PF deflagra operação contra Cláudio Castro por uso de recursos do Rioprevidência em fundos do Banco Master; 970 milhões sob suspeita, 10 mandados

Cláudio Castro renunciou ao cargo em 23 de março para disputar uma vaga no Senado, mas acabou declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral dias depois, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
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  • A Polícia Federal deflagrou uma operação contra o ex-governador Cláudio Castro para apurar investimentos de recursos públicos do Rio em fundos ligados ao Banco Master.
  • São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF.
  • A ação mira a atuação de ex-presidentes, diretores e gerentes de investimentos do Rioprevidência e possíveis ligações com executivos do Master.
  • O Rioprevidência aplica 970 milhões de reais em ativos do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central e é alvo de suspeita de operar créditos sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.
  • Os papéis teriam sido emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034; a defesa de Castro ainda não se manifestou.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 26, uma operação para apurar investimentos de recursos públicos do Rio de Janeiro em fundos vinculados ao Banco Master. O alvo é o ex-governador Cláudio Castro (PL). A defesa dele foi procurada, mas ainda não se manifestou.

Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, segundo determinação do ministro André Mendonça, do STF. Um dos mandados ocorreu na residência de Castro, em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste carioca.

Operação e impactos

O Rioprevidência aplicou 970 milhões de reais em ativos do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. A instituição é alvo de suspeita de operar créditos sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), segundo investigadores. Prejuízos potenciais aos servidores não são descartados.

A apuração, denominada Barco de Papel, investiga ex-presidentes, diretores e gerentes de investimentos do Rioprevidência, além de possíveis ligações com executivos do Master. Os papéis teriam sido emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.

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