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PF investiga desembargador após soltura de chefe do PCC

PF aponta influência de desembargador na soltura de chefe do PCC e indícios de venda de habeas corpus, levando à aposentadoria compulsória

A PF concluiu investigação sobre fuga do traficante Gerson Palermo
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  • A Polícia Federal encerrou investigação sobre a fuga do traficante Gerson Palermo, com suspeita de ligação ao desembargador Divoncir Maran, e relatou o caso ao Superior Tribunal de Justiça.
  • Palermo, condenado a quase 126 anos, foi solto em 2020 via prisão domiciliar com tornozeleira, quebrou o equipamento e fugiu no mesmo dia; permanece foragido.
  • A PF aponta indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o desembargador, com mensagens de assessores sugerindo venda de sentença.
  • A defesa do desembargador não foi localizada pela CNN Brasil; o habeas corpus foi decidido em 40 minutos e a pena de Palermo soma quase 126 anos.
  • Em março, o Conselho Nacional de Justiça aplicou punição de aposentadoria compulsória ao desembargador; o Supremo Tribunal Federal analisa, nesta semana, o fim dessa penalidade para magistrados.

A Superintendência da Polícia Federal concluiu uma investigação sobre a fuga do traficante Gerson Palermo e sua suposta ligação com o desembargador Divoncir Maran, de Mato Grosso do Sul. O caso foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para análise.

Palermo foi solto em 2020, com a ordem de cumprir prisão domiciliar por meio de tornozeleira eletrônica. No mesmo dia, ele quebrou o equipamento e fugiu. Ele permanece foragido e figura entre os presos mais procurados do país.

Condenado a quase 126 anos de prisão, Palermo é apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em agosto de 2000, participou do sequestro do Boeing 727 da antiga Vasp, que resultou em desvio de cerca de R$ 5,5 milhões.

Em março de 2017, a PF deflagrou a Operação All In, que investigou tráfico internacional de drogas, ligando Palermo a uma rede que atuava entre Bolívia, Corumbá (MS) e outros estados. As condenações somam 59 anos de prisão, elevando o total a quase 126 anos.

Suspeita envolvendo o desembargador

Relatórios de mensagens entre assessores do gabinete do desembargador abrangem o inquérito da PF que questiona a influência na decisão que concedeu a liberdade ao traficante. O habeas corpus, com 208 páginas, teria sido decidido em 40 minutos.

A prisão domiciliar foi concedida durante a pandemia de Covid-19, sob a justificativa de problemas de saúde. O CNJ aponta ausência de laudo médico que comprove a condição alegada. Detalhes indicam pressões para orientar a decisão.

Em 2024, o caso foi analisado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O desembargador recebeu punição de aposentadoria compulsória pelo CNJ. O STF julgará, nesta semana, o fim da aposentadoria compulsória para magistrados.

O STF deve decidir se mantém ou não a orientação de que infrações graves de magistrados devem levar à perda do cargo. O tema é relevante para o funcionamento do Judiciário e a sanção de agentes públicos.

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