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PF investiga milícia digital ligada a ex-prefeito de Macapá por desvio milionário

PF deflagra Palanque Digital contra milícia que desviou mais de R$ 25 milhões da prefeitura de Macapá para autopromoção do ex-prefeito e ataques a adversários

Prefeitura de Macapá — Foto: Josi Paixão/g1
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  • A Polícia Federal deflagrou a operação Palanque Digital, com mais de trinta mandados de busca e apreensão, em Macapá, Belém e Canela.
  • A investigação aponta que uma milícia digital seria financiada com dinheiro público da Prefeitura de Macapá para autopromover o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD) e atacar adversários.
  • Ao longo de quatro anos, já há indícios de uso de contratos de publicidade institucional da prefeitura, superiores a R$ 25 milhões, para fins de autopromoção e de pressão contra opositores.
  • Além disso, pessoas ligadas à milícia teriam sido nomeadas em cargos de secretarias municipais como forma de pagamento pelas divulgações; alvos incluiriam influenciadores, jornalistas e ex-secretários.
  • A apuração indica que, entre os investigados, constam até senadores e um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a operação Palanque Digital, que mira uma milícia digital responsável por desviar recursos públicos de Macapá para autopromoção e ataques a adversários. Ao todo, há mais de 30 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela.

Segundo a PF, a milícia atua há quatro anos e é financiada com dinheiro da Prefeitura de Macapá. O objetivo declarado seria promover o ex-prefeito Dr. Furlan, do PSD, e a esposa dele, além de lançar ataques contra opositores.

A investigação aponta que mais de 25 milhões de reais em contratos de publicidade institucional teriam sido usados pela milícia para financiar influenciadores e jornalistas ligados ao esquema. Também há indícios de nomeações em secretarias municipais como pagamento pelas divulgações.

Detalhes da operação

Entre os alvos, estariam políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários de governo, uma agência de publicidade e seus sócios. As ações acontecem em três cidades: Macapá, Belém e Canela.

A PF não descarta novos desdobramentos, incluindo a possibilidade de pessoas ligadas à milícia ocuparem cargos na gestão municipal como parte do pagamento pelos serviços de divulgação. A apuração segue para verificar a abrangência das contratações e a relação com autoridades.

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