- Cláudio Castro foi alvo de nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes no Banco Master; a decisão citou vínculo pessoal entre Castro e Vorcaro e apontou aportes bilionários do Rio Previdência no Master.
- A medida repercute politicamente, podendo impactar as pretensões eleitorais de Castro e do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, além de ter reflexos em Flávio Bolsonaro.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou rompimento público entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacando a necessidade de retomar o diálogo institucional para pautas de interesse da população, como a proposta para acabar com a escala 6×1.
- Entrou em vigor a nova redação da NR‑1, norma do Ministério do Trabalho que amplia as obrigações das empresas em saúde mental dos trabalhadores, com foco em burnout, assédio, estresse e violência; fiscalização e ações trabalhistas devem aumentar.
- A Proposta de Emenda à Constituição que encerra a escala 6×1 segue avançando na Câmara; o relator Leo Prates propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais em duas etapas, com conclusão em quatorze meses, e empresários buscam mais tempo de transição.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo nesta terça-feira de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master. A PF cumpre mandados autorizados pela decisão do ministro André Mendonça, do STF, que aponta vínculo pessoal estreito entre Castro e Vorcaro, supostamente ligado aos aportes do Rio Previdência no Master.
A medida é apresentada como um empecilho às pretensões eleitorais de Castro e de Douglas Ruas, presidente da Alerj e pré-candidato ao governo. A repercussão alcança também o cenário político envolto a outros nomes, sem detalhar provas adicionais no momento.
Segundo a linha de investigação, a relação entre as partes teria facilitado movimentações financeiras bilionárias envolvendo o banco. A apuração continua em curso, com a PF buscando novas provas e depoimentos para esclarecer os dois lados.
Desdobramentos políticos
A operação reforça o escrutínio sobre possíveis acordos entre integrantes de diferentes poderes. Líderes tentam manter o diálogo institucional, diante de conflitos que já transcendem o âmbito jurídico. Nomes ligados ao tema passam a ganhar reforço na agenda pública.
A Câmara discute também a PEC que encerra a escala 6×1, com expectativa de relatório na comissão especial e votação em plenário nos próximos dias. O objetivo é reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais em etapas.
Regras trabalhistas e economia
Nesta terça entrou em vigor a nova redação da NR-1, com foco em saúde mental no trabalho. Empresas devem identificar e prevenir riscos psicossociais, com orientação no primeiro ano. Especialistas destacam impactos potenciais em fiscalizações e ações trabalhistas.
Em divergência ministerial, empresários pressionam pela extensão de prazos na transição da nova regra, pedindo maior prazo para adaptação. O debate envolve lideranças do setor produtivo e o governo.
Panorama institucional
O relator da PEC, Leo Prates, apresentou a proposta de reduzir a carga horária em duas etapas: 2 horas já, dois meses após promulgação; o restante em 14 meses. A expectativa é que o texto avance para votação em plenário nos próximos dias.
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