- Polícia Federal aponta que o Rioprevidência investiu quase R$ 3,7 bilhões no Banco Master, com participação política de Cláudio Castro e vínculo com Daniel Vorcaro.
- O ministro André Mendonça, do STF, autorizou buscas na casa de Castro na Barra da Tijuca; o ex-governador acompanhou as buscas.
- A investigação é desdobramento da Operação Barco de Papel e aponta encontros frequentes entre Castro e o dono do Master, com liberações de aportes condicionadas a acordos políticos.
- Além de Castro, outras nove pessoas foram alvo de busca e apreensão; Deivis Marcon Antunes, ex-diretor-presidente do Rioprevidência, está preso desde fevereiro.
- O Rioprevidência informou que, desde dezembro de 2025, houve resgate de aproximadamente R$ 1,4 bilhão do fundo e que a gestão atual adotou medidas para fortalecer a segurança dos investimentos.
O Rioprevidência investiu quase 3,7 bilhões de reais no Banco Master, conforme apontado pela Polícia Federal na investigação que mira Cláudio Castro. O ex-governador do Rio de Janeiro é alvo de buscas na segunda operação em 11 dias, dentro do amplo escopo da investigação. A PF apura suposto envolvimento dele na viabilização desses aportes.
A apuração, coordenada pela PF e respaldada por decisão do ministro André Mendonça do STF, aponta que Castro teria mantido vínculos com Daniel Vorcaro e exercido papel relevante para facilitar os investimentos do Rioprevidência no Master. Os agentes deslocaram-se até a residência do ex-governador, na Barra da Tijuca, e apreenderam dois celulares para análise.
Contexto e desdobramentos
A investigação é desdobramento da Operação Barco de Papel, iniciada em janeiro, que já identificava aplicações suspeitas do Rioprevidência no banco de Vorcaro. A PF aponta queda de controle da gestão do Rioprevidência pouco antes dos aportes ao Master, com mudanças que teriam comprometido a política de investimentos.
Conforme apurado, encontros frequentes entre Castro e o dono do Master ocorreram no Brasil e no exterior, em viagens financiadas pelo banqueiro. Há registros que ligam datas desses encontros aos aportes financeiros realizados pelo Rioprevidência. A PF aponta que certos investimentos dependiam de alinhamento político para serem liberados.
Outros investigados e posicionamentos
Além de Castro, a PF realizou buscas em nove pessoas, incluindo Deivis Marcon Antunes, ex-diretor-presidente do Rioprevidência, que está preso desde fevereiro. A defesa de Castro afirmou que o envolvimento não está claro e que os investigadores devem esclarecer a natureza do suposto vínculo.
Em nota, o Rioprevidência informou que, em dezembro de 2025, houve resgate de aproximadamente 1,4 bilhão de reais do fundo gerido pelo Master. O fundo atende cerca de 237 mil aposentados e pensionistas do estado e diz estar à disposição para esclarecer os fatos, assegurando que a gestão atual fortalece a segurança dos investimentos.
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