- Em 25 de maio, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, reuniu-se com presidentes dos TREs e anunciou a criação de uma comissão permanente para o uso responsável de IA em campanhas.
- A comissão deverá elaborar um catálogo nacional de soluções para ilícitos digitais e contará com parcerias com universidades, com prazo de até 90 dias.
- Os TREs estabelecerão unidades próprias de segurança da informação no prazo de 30 dias.
- Nunes Marques fará reuniões com partidos políticos para reforçar o cumprimento das regras eleitorais durante as campanhas.
- Em março, o TSE já havia aprovado medidas que limitam o uso de IA nas campanhas, incluindo a proibição de provedores de IA de sugerirem candidatos.
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, conduziu nesta segunda-feira, 25, a primeira reunião com presidentes dos TREs desde a posse. O objetivo é fortalecer o uso responsável da inteligência artificial nas campanhas eleitorais.
Foi definida a criação de uma comissão permanente para tratar do tema, com foco em orientar o uso de IA e evitar ilícitos digitais. O grupo deverá elaborar um catálogo nacional de soluções para enfrentar riscos no processo eleitoral.
A comissão contará com parcerias com universidades especializadas em perícias de ilícitos digitais e terá prazo de 90 dias para apresentar os trabalhos. Nunes Marques também determinou que haja reuniões com partidos para reforçar a observância das regras eleitorais.
Combate ao uso inadequado de IA
Além disso, ficou acertada a criação, pelos TREs, de unidades próprias de segurança da informação, com implementação prevista em 30 dias. O objetivo é monitorar e mitigar incidentes relacionados à IA durante as campanhas.
Nunes Marques tomou posse na presidência do TSE em 12 de maio, estabelecendo como prioridade o combate ao uso indevido de IA nas eleições de outubro. Em março, o tribunal já havia aprovado limitações para o uso de IA em campanhas.
Entre as medidas aprovadas, o TSE proibiu que provedores de IA ofereçam sugestões automáticas de candidatos em quem votar, mesmo mediante solicitação. A instituição afirma que a regra busca proteger a livre escolha do eleitor.
A atuação conjunta envolve o TSE, os TREs e instituições acadêmicas, com o objetivo de aprimorar a fiscalização de conteúdos e ações relacionadas à IA durante o processo eleitoral.
Entre na conversa da comunidade