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Servidor que liderava esquema fraudulento no Detran-DF está foragido

Polícia investiga líder de esquema no Detran-DF; cinco prisões, onze buscas e sequestro de bens miram rede com servidor, esposa e dois despachantes foragidos

A Polícia Civil divulgou as imagens dos foragidos - (crédito: Reprodução/PCDF)
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  • A Polícia Civil do Distrito Federal busca por Alexandre Macedo da Rosa, Shana Rodrigues Macedo e dois despachantes, todos foragidos.
  • A operação foi deflagrada na terça-feira, 26 de maio, pela 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte, com apoio das polícias do Piauí e do Rio Grande do Sul.
  • A investigação apontou um esquema de inserção irregular de processos de transferência sem documentação ou com documentos adulterados, ligando-se a mais de seiscentas transações suspeitas vinculadas à servidora.
  • Cada transação movimentava aproximadamente R$ 2 mil; os pagamentos eram feitos na conta da esposa do servidor; inicialmente utilizavam a senha da vítima, depois criaram usuários fantasmas.
  • Os agentes cumprem cinco mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em Brasília, Valparaíso (GO), Teresina (PI) e Santiago (RS), com sequestro de bens, sob acusação de organização criminosa, corrupção, inserção de dados falsos, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

O servidor Alexandre Macedo da Rosa, responsável por liderar um esquema fraudulento no Detran-DF, está foragido, assim como a esposa, Shana Rodrigues Macedo, e dois chamados “despachantes”, Pedro Cruz Filho e Caio Raffael de Jesus. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a operação nesta terça-feira (26/5) em Brasília, Valparaíso de Goiás, Teresina e Santiago, com apoio de demais estados.

A investigação aponta que mais de 600 transações suspeitas foram vinculadas à matrícula de uma servidora, inclusive em horários em que ela não trabalhava. A servidora relatou possível uso indevido de credenciais e colaborou com as apurações, permitindo identificar acessos externos ao sistema do Detran.

Segundo a polícia, o grupo inseria processos de transferência sem documentação ou com documentos adulterados, que eram aprovados de forma fraudulenta. A primeira fase da operação ocorreu em janeiro, e a análise de materiais apreendidos revelou a estrutura do crime, liderada por um servidor do Detran.

Despachantes intermediavam contatos com interessados nas fraudes, com cada transação custando cerca de R$ 2 mil. Os pagamentos eram feitos na conta da esposa do servidor, conforme relatório policial. O grupo chegou a criar usuários “fantasmas” após o bloqueio da servidora vítima.

Nesta terça (26/5), foram cumpridos cinco mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Também houve sequestro de bens e valores, em Brasília, Valparaíso (GO), Teresina (PI) e Santiago (RS). As operações envolveram a Polícia Civil do Piauí e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Os investigados respondem por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informática, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O Detran-DF informou que continuará colaborando com as autoridades.

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