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Setor produtivo pede mais tempo a Alcolumbre para debater fim da 6×1

Setor produtivo pede mais tempo para debater fim da escala 6x1 e critica tramitação na Câmara, apontando impactos setoriais e necessidade de negociação

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, concede entrevista após reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre a PEC do fim da escala 6x1 — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
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  • Setor produtivo reuniu-se com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pedindo mais tempo para debater o fim da escala 6×1 e criticando a tramitação na Câmara.
  • Paulo Skaf, da Fiesp, disse que a PEC é eleitoreira e que a Câmara está sendo irresponsável, afirmando que a discussão mistura escala de trabalho e jornada semanal.
  • Segundo Skaf, a média real de jornada no país fica em torno de 38 horas semanais e cerca de 30% dos trabalhadores atuariam hoje no modelo 6×1; cada setor tem particularidades que precisam ser consideradas.
  • A proposta de emenda à Constituição que altera a escala 6×1 está em tramitação na Câmara, com apoio do governo, e deve seguir para votação na comissão especial e no plenário antes de ir ao Senado.
  • O setor produtivo espera uma tramitação mais lenta no Senado, com participação dos segmentos afetados, para evitar decisões apressadas.

O setor produtivo pediu mais tempo para debater o fim da escala 6×1 e criticou a tramitação na Câmara. Representantes se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após avaliação de que a proposta é eleitoreira e irresponsável.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, afirmou que a PEC mistura dois temas: a escala de trabalho e a jornada semanal. Segundo ele, a média atual de 38 horas não supera o teto de 44, e cerca de 30% dos trabalhadores atuam no 6×1.

Ele também disse que mudanças precisam considerar as diferenças entre setores econômicos, com mais de 2 mil segmentos distintos. A conclusão, na visão do empresário, depende de cautela e negociação setorial.

Mudança de tema e reação do Senado

Skaf informou que Alcolumbre ouviu os argumentos com atenção e reconheceu impactos variados para indústria, comércio, agronegócio, bares, restaurantes e shoppings. O presidente do Senado seria receptivo à discussão mais ampla.

Na Câmara, a tramitação acelerada é alvo de críticas. Parlamentares analisam o relatório de Leo Prates que prevê fim da escala 6×1 e redução gradual da jornada de 44 para 40 horas, sem diminuir salários.

Passos da proposta e próximos desdobramentos

O texto de Prates prevê duas etapas de transição: 60 dias após promulgação, queda para 42 horas e dois dias de folga; após 12 meses, redução para 40 horas. A Câmara já iniciou a análise pela comissão especial.

A bancada do governo apoia a PEC, e a expectativa é que o tema siga para o plenário após a comissão. Em seguida, a proposta deverá tramitar no Senado, com possíveis ajustes.

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